Blog do Cosme Rímoli

28/02/2009

A tendinite santista de Pedrão

                                                                                                                                 stunts.hu

Modernidade da porta da rua para fora. De nada adianta sua impressionante arena, construída com a esperança de sediar um jogo da Copa do Mundo de 2014. Tampouco seus dois treinadores decidindo qual time colocar em campo. Nem o suporte que a prefeitura tanto dá para a equipe.

Quando um jogador começa a se destacar, quase nenhum clube no Brasil tem tato, sabe lidar. Um exemplo enorme foi dado hoje à noite com Pedrão. Atuando pela média equipe do Barueri ele já marcou sete gols no Campeonato Paulista. Lógico que chamou a atenção de equipes maiores. Principalmente a diretoria do Santos Futebol Clube. Até porque Kléber Pereira deverá sair depois do meio do ano. Há clubes japoneses e árabes interessados no atacante que em agosto completa 34 anos.

 As tratativas entre jogador e dirigentes representando o presidente Marcelo Teixeira estão quase resolvidas. O problema é que a notícia vazou no Barueri.

Houve um grande desconforto porque o plano era tentar vender o atacante para o Exterior. Pedrão discutiu com dirigentes ligados ao presidente Walter Sanches.

 Só que, de acordo com pessoas importantes do clube, acabou afastado da partida contra a Portuguesa. A desculpa pública a ser dada foi tendinite no joelho direito.

Pedrão, 30 anos, tem contrato até janeiro de 2010. E não quer se aventurar à outra saída para o Exterior. Ficou traumatizado com os três meses que passou no Seongnam Ilhawa, da Coréia do Sul. Não se adaptou.

 Entrou apenas quatro vezes em campo e fez três gols.

O atacante não quer sair do País. Deseja disputar o Brasileiro pelo Santos.

Vai depender de fazer as pazes com os dirigentes do moderno Barueri.

 Ou sua tendinite pode piorar...

Por Cosme Rímoli às 19h24

Ronaldo pode ser o novo Garrincha...

                                                                                                                                   daylife.com

Djalma Santos. 80 anos. Um exemplo de jogador. Dentro e fora de campo. Atuou até os 42 anos. Nunca foi expulso ou se envolveu em escândalos.

 Em entrevista exclusiva ao blog ele revela duas preocupações.

 A primeira: " O Ronaldo tem de abrir os olhos. A história do Garrincha foi parecida. Ele pode ter mais dinheiro, mas o caminho é o mesmo."

A segunda é de envergonhar quem nasceu no Brasil e ama futebol.

"No ano passado, o Lula e a CBF haviam prometido dar um plano médico e uma aposentadoria aos campeões mundiais de 58. Não recebemos nada. Só somos 13 pessoas. Tem gente doente, morrendo sem ajuda. O Bellini, o Orlando, o De Sordi. Eu ganho R$ 1.500,00 mensais e gasto R$ 800,00 com meu plano de saúde. Alguém tem de fazer alguma coisa."

Como está a promessa da CBF de pagar plano médico e aposentadoria para os que ganharam a Copa de 58?

Pura promessa da CBF e do Lula. A gente foi, festejou, posou para foto. E nada. Nós não ganhávamos como os jogadores hoje em dia. Nós lutamos, fizemos tudo para conquistar a Copa. Foi a primeira vez que o Brasil foi campeão mundial. Foi uma festa danada. Falaram que nós éramos o orgulho da Nação. Só que já se passaram mais de 50 anos e não tivemos o reconhecimento. Festa não adianta. Tem gente morrendo, precisando de dinheiro. Só que o Lula, a CBF, o ministro dos Esportes, os clubes... Todos se esqueceram da gente. Não falo por mim. Falo por todos. Fico triste demais com esse assunto. Não era para ter tanto descaso, né?

O que o senhor pode fazer?

Pedir, né? Somos só em 13 pessoas. Estamos velhos. Graças a Deus minha saúde está ótima, mas tem gente sofrendo, em cadeiras de rodas. Todos fingem que não enxergam.  Nós ficamos esquecidos. O Bellini, o Orlando e o De Sordi estão doentes. Ninguém faz nada. Eu falo por eles e por mim: não merecíamos isso. Quando todos estávamos conformados porque o Brasil é  assim mesmo: se esquece e maltrata seus ídolos, nos chamaram para a festa de 50 anos da conquista da Copa. Ficamos alegres, animados. Pensamos que tudo iria mudar. Mas, nada. Acabou a festa, acabaram as fotos, acabaram as entrevistas. E o que sobrou? Nada. Pior do que nada, a tristeza. Nos animaram e nos abandonaram de novo. Se eu não estivesse fazendo 80 anos talvez nem tivesse a chance de estar falando tudo isso.

O senhor enfrenta dificuldades para viver?

Graças a Deus, eu tenho saúde. E também soube guardar o que ganhei. Me virei. Depois de ser jogador, fui trabalhar como técnico na Bolívia e Peru. Sempre trabalhei. Depois abri uma escola de futebol. Hoje sou supervisor de uma escola do Estado. Ganho R$ 1.500,00. Gasto de plano médico R$ 800,00. Não tenho ajuda de CBF e nem de clube nenhum pelos quais eu joguei(Portuguesa, Palmeiras, Atlético Paranaense). Lógico que fico preocupado. Moro aqui em Uberada e espero não precisar de ninguém. Por isso não falto a um só dia de trabalho.

Como é que o senhor se sentiu homenageado pelos 80 anos?

Ah...Feliz, né? Mas também com a certeza de que muita gente não teve a mesma sorte. É bom homenagear logo...E também fico orgulhoso porque se eu fosse um homem que não fez nada pelo Brasil ninguém iria lembrar de mim.

O senhor jogou até os 42 anos. Como é que vê a situação do Ronaldo?

Com muita tristeza. O Ronaldo tem de abrir os olhos. A história do Garrincha é parecida. Ele pode ter mais dinheiro, mas o caminho é o mesmo. Na nossa época ninguém imaginava que o Garrincha pudesse ter o triste fim que ele teve de tanto beber. Ele e o Pelé eram os grandes ídolos do Brasil. Mas como o Ronaldo ele foi dando ouvidos para aqueles aproveitadores que só chamam para o mal. Ou você acha que ele foi sozinho para a boate naquela cidade do Interior onde o Corinthians está? O ídolo precisa ter gente boa ao lado porque se não tiver cabeça boa, ter alguém para dizer 'não', ele se acaba mesmo. É um grande desperdício e uma vergonha para ele mesmo o que está fazendo.

Por que o senhor acha desperdício?

Porque ele tem pouco mais de 30 anos. Poderia, se quisesse e tivesse força de vontade, jogar ainda pela Seleção Brasileira. Disputar a sua última Copa do Mundo. Se tivesse um dirigente como o Paulo Machado de Carvalho poderia dar um jeito na sua carreira. Ele faz só o que quer. Ele vai sentir o desperdício depois, quando tiver parado de jogar. Estar em campo de futebol é uma felicidade para poucos. Ser ídolo, jogar na Seleção Brasileira, então. É um privilégio. Pena que o Ronaldo não esteja enxergando. E isso acaba. Pode acreditar...

 

Por Cosme Rímoli às 14h59

Oscar para as mulheres fenomenais...

                                                                                                                      blogspot.com

Quando cresciam as acusações envolvendo a sua administração, o presidente Alberto Dualib tinha uma estratégia: "Vamos contratar um jogador bom que as críticas acabam". Durante anos apelou para a mesma tática. E que, infelizmente, deu certo.

Algo bem parecido está acontecendo com o Corinthians de Ronaldo. Um roteiro foi cumprido estrategicamente hoje pela manhã em Presidente Prudente.

Depois de ter chegado às 5h30 da manhã da sexta-feira, foi cancelado o treino que faria pela manhã. À tarde treinou bem leve e fez o que nutricionistas recomendam para foliões de carnaval e frequentadores de balada: tomar muita água de coco. Muita mesmo, a ponto de espantar os companheiros de time.

E ontem foi o grand finale. Com cerca de seis mil torcedores deslumbrados, ele participou de um rachão. Brincadeira onde os jogadores são misturados, sem p Bosição fixa. Com toda a liberdade, fez três gols. Foi aplaudido pelos torcedores e pelos próprios jogadores. Apelando para a sua longa vida de celebridade, Ronaldo chutou a bola do treino para os torcedores. E depois, como fazia Jânio Quadros e faz Paulo Maluf, escolheu uma criança na torcida e deu sua camisa suada. Foi novamente aplaudido, fotografado. Quase foi pedida a sua beatificação.

Tinha mais. Seu fisioterapeuta particular fez chegar a informação à imprensa que ele só tem 10,7% de gordura no corpo. Ronaldo orgulhoso se mostrava sem camisa para as câmeras. Ele sabe que está bem melhor do que chegou no Parque São Jorge. Tudo à vista do presidente Andres Sanches que passou o treino inteiro feliz, rindo muito. Assim como o diretor técnico Antônio Carlos. Pouco importa se conselheiros da oposição e, até da situação, estevam implorando pela saída de Antônio Carlos. O presidente mostrou seu apoio incondicional ao dirigente.

O toque final foi ser designado o capitão William para dar entrevista.

O Corinthians escolheu a dedo. Bem articulado, experiente e companheiro de quarto de Ronaldo soube enfrentar as poucas perguntas sobre a balada do amigo.

Ronaldo? Seguranças o protegiam de qualquer jornalista que se arriscasse a fazer uma pergunta a ele.

A vida segue no Corinthians...

Assim como em Presidente Prudente.

Onde a boate Pop's Drinks ganhou inesperados 15 minutos de fama internacional.

Faltaram apenas os discursos emocionados das, agora disputadas, mulheres fenomenais da Pop's Drinks...

Por Cosme Rímoli às 13h41

27/02/2009

Todos os lados da noitada de Ronaldo

                                                                                                                                  files.nireblog.com

"Eu soube o que aconteceu com o Ronaldo. Ele foi com o Antônio Carlos (diretor técnico) até  a uma boate com mulheres em Presidente Prudente. Pop's Drinks é o nome do lugar.

 O Ronaldo voltou às 5h30 da manhã para a concentração. A situação é ridícula. Expõe o Corinthians e o Ronaldo. Quem é a indústria que vai querer vincular sua imagem a um jogador

que se comporta dessa maneira? E a um clube que permite essa situação, inclusive com dirigente ao lado dele? Agora os 68% de sócios que votaram no Andres Sanches que vão

cobrar desse presidente. O Corinthians não merece essa baixaria."

(depoimento de Osmar Stabile, candidato da oposição derrotado na eleição do Corinthians sobre o caso Ronaldo. Ele falou ao blog às 20h15.)

"Não me interessa se o Ronaldo estava em uma casa de prostituição ou não. Ele chegou atrasado e será multado. Não tem privilégios.O Antônio Carlos me garantiu que não estava com ele.

 Acredito no meu dirigente. E esse episódio não vai atrapalhar em nada a busca de um patrocínio. Está tudo sob controle no Corinthians. O que eu tinha de fazer, já fiz."

(depoimento do presidente Andres Sanches ao blog, às 20h44.)

"Não vamos falar sobre Pop's Drinks, mulherada, nada.Nós da Gaviões só temos uma coisa a dizer sobre tudo isso. Se o Ronaldo não jogar no dia 8 contra o Palmeiras ou no dia 11 contra o

 São Caetano vai chegar a nossa hora de cobrar. E vamos cobrar forte. É o nome do Corinthians que está em jogo. Ninguém brinca com esse clube. Ninguém, nem o Ronaldo."

(depoimento de Eduardo Ferreira, assessor da presidência da Gaviões da Fiel. Ele falou ao blog às 20h55.)

Por Cosme Rímoli às 21h05

Nelsinho: o Alex Ferguson do Sport...

                                                                                                                                       farm2.static.flickr.com

Nelsinho Baptista foi o treinador que dirigia o Corinthians quando foi rebaixado em dezembro de 2007. Pouco mais de um ano, a sua carreira sofreu uma reviravolta. Comandando o Sport Recife ele ganhou a Copa do Brasil e o direito de disputar a Libertadores da América. E está indo além. Ganhou de forma invicta o primeiro turno do Campeonato Pernambucano e já começou bem demais a Libertadores. O Sport venceu o Colo Colo no Chile. Foi o melhor resultado de uma equipe brasileira na estréia da competição.

Sem mágoas, Nelsinho sente que está recomeçando a sua carreira.

Renovou seu contrato até 2010 com o Sport. Vai criar raízes, pode ser o Alex Ferguson do Nordeste.

Está orientando a construção da Toca do Leão, centro de treinamento moderno, inspirado nos Centros de Treinamento do Atlético Paranaense e Cruzeiro. E avisa:

"O Sport  brigar pelo título da Libertadores e mais do que isso: vai ocupar o lugar que merece de verdade no cenário brasileiro. Vai seguir o que fez Cruzeiro, Grêmio, Internacional. Vai desequilibrar o eixo Rio-São Paulo".

Nelsinho: passou o tempo e ficou provado que o técnico não foi culpado pelo rebaixamento do Corinthians?

Olha...Eu nem gosto de comentar isso. Me incomoda porque eu fui o primeiro treinador que fez o Corinthians campeão do Brasil. Mas o tempo provou mesmo que eu não fui o culpado pela queda. Havia muita coisa errada. Tentei de todas as formas, mas foi impossível reverter o rumo. Tudo vinha errado há muito tempo. Eu sei que fiz tudo e mais um pouco para salvar o Corinthians. E pode ter certeza que poucas pessoas lamentaram e sofreram mais do que eu com a queda.

Você temeu pela sua carreira?

Não porque conheço o meu potencial. Logo surgiu o Sport Recife e pude mostrar o que posso fazer quando pego um trabalho no início. Quando tenho a chance de escolher os jogadores, impor uma filosofia de trabalho. Montamos uma equipe forte e determinada para ganhar a Copa do Brasil e chegar à Libertadores que era um sonho de todos aqui no Nordeste. O caminho foi árduo. Enfrentamos adversários difíceis, mas ninguém perdeu o foco: pensar apenas no presente, no jogo que temos pela frente. E deu certo.

Você soube usar a Ilha do Retiro como ninguém...

Sim. Usar o nosso estádio para abalar o adversário tem sido fundamenta. A torcida do Sport é entusiasmada, mas tem uma característica própria: não aceita times que toquem demais a bola, tentem cadenciar a partida. Eles exigem a equipe no ataque o tempo todo. Nós fazemos isso na nossa casa. Partimos para cima mesmo. Mas de forma ordenada, estruturada lá atrás. Isso é básico: montamos um time experiente e veloz, ágil.

Você teve esse cuidado para escolher quem ficaria na Libertadores. Por que não quis o Carlinhos Bala e o Romerito, ídolos do Sport Recife? Tentou o Athirson e o Acosta?

Bom...As respostas são longas. Como o Sport conseguiu vencer a Copa do Brasil, nós pudemos disputar tranquilos o Brasileiros. E enquanto isso fomos formando a equipe. Trouxe sete jogadores que já disputaram a Libertadores. Isso tem um peso enorme. Mantivemos a base que era muito boa e trouxemos as peças que precisávamos. O Carlinhos Bala não ficou porque precisávamos aprender a jogar sem ele. Não queria que o Sport ficasse dependente de qualquer jogador. Queria uma outra forma de atuar e ele saiu. O Romerito não trouxemos de volta porque ele se acertou lá em Goiás. E o nosso elenco poderia ir bem sem ele. Já o Athirson e outros jogadores nós tentamos. Mas conseguimos outros atletas que preencheram as necessidades do grupo. Estou satisfeito. Sei que o Sport é forte. Muito forte.

 Como você vê a chance de o Sport Recife vencer a Libertadores?

Vivendo o presente e não se deixando empolgar pela euforia dos torcedores. Mantendo os pés no chão e focando cada jogo. Vencemos o Colo Colo no Chile porque conhecíamos bem o nosso adversário. O treinador deles (Marcelo Barticciott) foi meu jogador quando fui o técnico do Colo Colo em 1999. Mas a vitória já veio e agora teremos a LDU na nossa casa. É um time que tem jogadores que disputaram duas Copas do Mundo e acabaram de vencer a Libertadores. Temos de vencer na nossa casa e acabou! As minhas contas são simples: ganhar todas no Recife e somar o máximo de pontos fora de casa. Pelos meus cálculos com 12 pontos deveremos ser os primeiros. Mas para isso é preciso ganhar cada jogo.

É possível ganhar a Libertadores e o Campeonato Pernambucano ao mesmo tempo?

Nós vamos fazer o máximo para que isso aconteça. É possível. As tabelas nos ajudam. Ganhamos o primeiro turno de forma invicta no Pernambucano. Vamos enfrentar no dia 4 de março a LDU aqui em Recife. E o Palmeiras será só em abril. Enquanto isso dá para colocar toda a força no Pernambucano. O planejamento permite pensar em conquistas de títulos, sim.

Você acredita que o Sport Recife está se estruturando para ser uma força perene no futebol brasileiro e não um fenômeno 'de vez em quando'?

Tenho certeza disso. O Nordeste está precisando de uma equipe para desequilibrar o eixo Rio-São Paulo. Fazer o que Cruzeiro, Grêmio e Inter fizeram. A construção do CT Toca do Leão que faço questão de ajudar também será um passo decisivo nesse objetivo. E mais: a diretoria percebeu que não adianta montar um time em janeiro e o desmanchar em dezembro. Futebol vitorioso é continuidade, manter a base. Estamos nesse caminho. Acredito que em dois, três anos o Sport estará forte demais e estabelecido. A torcida nordestina é apaixonada. Começamos a modernizar a relação. Carnês são vendidos antecipadamente. O Sport entrou na modernidade de vez e não voltará atrás. 

 Você recusou três propostas para sair. Acabou de renovar seu contrato por dois anos. Vai fincar raízes, ser o Alex Ferguson do Nordeste?

Eu quero deixar a minha marca no Sport Recife, sim. Minha identificação com o clube já é grande e eu quero deixá-la maior. Mas sei que para isso preciso de resultados. Por enquanto as coisas estão boas porque estamos ganhando. E quanto a recusar as sondagens que eu tive, só fiz o que deveria. Tinha dado a minha palavra à diretoria do Sport Recife e acabou.

Nelsinho, você tem 58 anos. Qual estágio está vivendo na sua carreira?

Me sinto renascido. Um jovem com muita vontade de ganhar tudo o que tiver pela frente. Sinceramente, me sinto bem demais comandando o Sport. Por tudo que fiz no futebol eu merecia estar vivendo esse momento. E quero prolongá-lo o máximo que puder. Estou com sede de títulos, de vitórias. Estou no lugar certo, na hora certa.

Por Cosme Rímoli às 11h55

A tensão domina a Gávea...

                                                                                                                                               etonline.com

Marcelinho Paraíba, Obina e Fábio Luciano na reserva. Leo Moura no meio, fora da sua posição.Fim das longas conversas com Juan depois que ele desafiou o preparador físico Riva Carli.

O treinamento dobrou para o goleiro Bruno.

 A aposta de Cuca é alta, bem alta. Até dirigentes do Flamengo estão preocupados com a atitude do treinador. Sabem que ele deveria fazer algo depois da humilhante derrota na semifinal da Taça Guanabara para o Resende.

Só que ele mexeu com todos os líderes do time. Os mesmos que estavam acalmando os outros jogadores diante dos atrasos do 13º de 2008 e janeiro de 2009. Não há a certeza que o salário de feveiro será pago.

Cuca demonstra em cada treino que cansou de ser 'bonzinho'.

O ambiente está ficando cada vez mais pesado, desagradável. Mesmo assim todos assumem ser obrigação ganhar a Taça Rio e ainda largar bem na Copa do Brasil.

A tensão domina a Gávea. Se os resultados não vierem, mudanças profundas acontecerão para o Campeonato Brasileiro. Ninguém está imune.

Pode se enganar quem apostar na simples saída de Cuca. Há um sigiloso plano da diretoria de aproveitamento máximo de jogadores,baratos, da base.

Os veteranos, e caros, estão na alça de mira.

Por Cosme Rímoli às 07h47

26/02/2009

Tabela? Para que tabela?

                                                                                                                              sol.sapo.pt                                   

Não é só clube grande que faz o que quer com a tabela do Campeonato Paulista. A empresa CM que controla o futebol do Oeste de Itápolis foi até a sede da FPF ontem.

O pedido: levar a partida do dia 7 de março contra o Santos de Itápolis para o Pacaembu. O motivo: dinheiro. No estádio Ildenor Picardi cabem 15 mil pessoas. 

E o fraco futebol da equipe interiorana não garante casa cheia. Muito pelo contrário. A isso se soma a falta de torcedores santistas na cidade, dominada por corintianos e palmeirenses.

No estádio municipal de São Paulo há a certeza de pelo menos 20 mil torcedores. Não importa se serão santistas.

Também não conta se a vantagem toda de atuar em casa passará a ser da equipe de Wagner Mancini.

Nem se  todos os outros times, principalmente os grandes, serão prejudicados na briga com o Santos para chegar à semifinal.

O que vale é o dinheiro.

A direção da CM estará amanhã no Pacaembu para vistoriar o estádio. Mas o acordo com a FPF já está selado verbalmente. A direção santista agradece.

Por Cosme Rímoli às 20h52

O triste fim de Gustavo Nery?

                                                                                                                                    blogspot.com

Um dos maiores motivos para o Internacional ter montado um elenco milionário é o fato de estarmos em 2009. O clube completa 100 anos.

E também faz 30 anos que o clube conseguiu o título brasileiro de forma invicta. Além do Brasileiro, a equipe irá disputar o Gaúcho, a Copa do Brasil, a Recopa Sul Americana, a Copa Suruga Bank e a Copa Sul-Americana. Jogos em excesso.

Todos os 33 atletas terão chance de atuar. Todos menos um. Gustavo Nery. Ele não está sendo sequer relacionado para ficar na reserva pelo técnico Tite.

Aos 30 anos, o lateral esquerdo vive o pior inferno astral na carreira.

Ficou a saudade da conquista da Copa América de 2004 com a Seleção Brasileira. Do título nacional com o Corinthians. Foi vice com o Fluminense no ano passado da Libertadores, mas estava na reserva. Estava também no grupo do Inter campeão da Sul-Americana em 2008. Mas não era titular. Atualmente, nem isso.

Enquanto os titulares estavam hoje concentrados para enfrentar o Novo Hamburgo pela semifinal do primeiro turno gaúcho, Gustavo Nery desabafou ao blog. Depois foi treinar. Como se vivesse um dia comum de um atleta que só complementa o elenco de um time de futebol.

Gustavo, o que aconteceu com você? Com o seu futebol?

Não sei dizer. Eu continuo jogando da mesma maneira. Treinei na meia esquerda durante a pré-temporada. E bem. Eu tinha certeza que começaria o ano como titular. Em todo treinamento, meus companheiros me perguntam o que foi que eu fiz. Não estou ficando nem na reserva. Não fiz nada para o Tite. Só que ele não me coloca para jogar, nem me relaciona para as partidas. Está chato demais. Eu sou um jogador que precisa estar em campo. Se não entro perco o ritmo. Isso me atrapalhou muito nos meus últimos clubes. Mas não esqueci de jogar, não. Acredito ainda em mim.

Você brigou, falou mal, discutiu com o Tite?

Nada, cara. Não fiz nada. Eu não sou jogador de perguntar para o treinador porque não está me escalando. Respeito a hierarquia. Ele é o técnico, ele é quem manda. Eu obedeço.

Desculpe a franqueza, mas você ficou marcado como um jogador que não é de grupo. Desde quando o Nelsinho o chamou de 'laranja podre' no São Paulo...

Pois é, sei disso. Mas depois ficou claro que ele estava errado. Fui muito bem no São Paulo depois que o Nelsinho saiu. Era o Rogério Ceni, o Luís Fabiano e eu os que mais jogavam. Fui até para a Seleção Brasileira depois disso. Foi uma grande bobagem, um erro do Nelsinho. Prejudicou a minha carreira, mas passou. O que acontece agora é que o Tite não me escala. Sei que vocês que estão em São Paulo estão estranhando. Mas eu também estou.

Você chegou a ser dispensado do Internacional?

Foi uma grande mentira que foi publicada e que 'quebrou as minhas pernas'. Eu não sou jogador de ser dispensado. O Inter me deu uma semana para acertar uma transferência para os Emirados Árabes. Fui para lá e deixei tudo certo para quando acabar o meu contrato, no dia 22 de julho que é o meu aniversário. Vou completar 31 anos e mudar a minha vida.

Mas até lá você não se importa em ficar fora dos jogos?

O que eu posso fazer? Sei do meu potencial. Mas respeito o técnico, os companheiros. a diretoria e o clube que me paga. Sei que se houver um clube interessado eu posso disputar o Brasileiro

 em outra equipe e ir para os Emirados em dezembro. Existe essa possibilidade. Eu não estou acabado para o futebol. Longe disso.

Você ainda aconselha alguém a te contratar?

Lógico. Estou bem demais fisicamente. Nos treinos tenho mostrado que sou bastante útil. Quem quiser um lateral esquerdo, meia, volante canhoto é só me ligar. Eu sou meu próprio empresário. Minha carreira não acabou, não acabou... Eu vou mostrar que não acabou.

(Kléber, ex-Santos, e contratado por Delcir Sonda, é o titular do Inter. Marcelo Cordeiro, vindo do Vitória é o reserva. Gustavo Nery é apenas a terceira opção.)

Por Cosme Rímoli às 16h18

Os donos de Keirrison...

                                                                                                                                         diamondsvue.com

Naor e Marcos Malaquias. Eles são empresários do jogador de maior potencial do futebol brasileiro. Keirrison. Entrevista exclusiva com Naor, feita hoje pela manhã. Ele avisa:

"Quem pode tirar Keirrison do Palmeiras é o sucesso. 12 gols nos nove primeiros jogos não é para qualquer um. Qualquer dirigente europeu sabe disso."

Vou perguntar logo o que todos querem saber: até quando o Palmeiras vai ficar com o Keirrison?

Nós tivemos uma reunião com a Traffic e com o pessoal do Palmeiras. O plano não é vendê-lo logo. Nós vamos fazer o possível e o impossível para que ele fique até o final do ano ou até mais.

Só que o sucesso está demais. Ele está jogando bem, fazendo muitos gols e a equipe atua por ele. Apesar de algumas pessoas dizerem que poderia haver ciúme, o grupo está feliz com o Keirrison. É só ver como os atletas o estão deixando na cara do gol. Não querem queimá-lo. Pelo contrário, o estão ajudando muito. E ele na área é diferenciado, frio, calculista.

O que vocês vão levar em consideração na hora que decidirem vendê-lo?

Vou deixar claro outra coisa: quem vai escolher a hora será ele. O Keirrison tem um poder de decisão muito grande sobre a sua carreira. No Coritiba ele tinha proposta do CSKA, Panathinaikos e do Feyenoord, da Holanda. Não quis sair. Escolheu ficar no futebol brasileiro. Ele colocou na cabeça que iria jogar com o Vanderlei Luxemburgo. Fosse o time que fosse. Ele sabia que seu futebol cresceria nas mãos dele. Para o Keirrison, o Luxemburgo é quem arma as equipes mais ofensivas do Brasil. E aprimora os atacantes.

Como vocês chegaram ao Keirrison? O que você e o seu irmão faziam?

Nós investíamos em cereais. Em 2004 decidimos apostar no futebol. Começamos assessorando alguns jogadores. Mas decidimos apostar nosso dinheiro, investir mesmo. Nós conhecíamos um olheiro chamado Enedino Santos. Ele roda o Brasil inteiro para descobrir garotos com bom potencial. Conversamos com ele e nos avisou para nos apressar e viajar para o Mato Grosso (do Sul) para comprar um tal de Keirrison. Por coincidência, ficamos sabendo que o Flamengo, o Atlético Paranaense e o Santos queriam contratá-lo. Ganhamos a corrida bancando grande parte das nossas economias: R$ 400 mil. A pressa foi tanta que não chegamos sequer a vê-lo jogando pelo Cene. A batalha para quem compra um garoto com potencial é enorme no Brasil inteiro. Deu tudo certo. Nós acabamos de renovar o seu contrato conosco por mais dois anos. Só que o nosso relacionamento tenho certeza que durará a carreira inteira dele. Ou melhor, será vitalício...

Como vocês convenceram os pais do Keirrison a mandá-lo para o Paraná para jogar no Coritiba? O velho truque de dar casa?

 Não. O Keirrison foi feito para ser o que é. Seu pai, Adonias, era um dos treinadores de base do Cene. Ele foi jogador de futebol. Desenvolveu todo o potencial do Keirrison desde menino. Ele sabia que essa hora iria chegar. Não tivemos de dar casa, fazer falsas promessas. A postura da família e a dele foi superprofissional. Ele saiu com 16 anos e foi para Coritiba. Sabia que estava dando o primeiro passo para vencer como jogador de futebol.

Por que ele não foi convocado para as várias Seleções Brasileiras de base?

O que o atrapalhou muito foi ter nascido em dezembro de 88. Por um mês ele perdeu várias convocações. Como, por exemplo, agora na Seleção Brasileira que vai disputar o Mundial sub-20. E já está fora também da próxima Olimpíada. Se tivesse nascido em janeiro de 89 tudo seria melhor para ele. O Keirrison fez muito sucesso na base. Foi artilheiro da Taça São Paulo. Teve muito destaque. Já tem uns 115 gols somando o tempo de juniores e o pouco de profissional. Isso sem contar que ele ficou parado um ano, contundido. (Teve uma entorse no joelho direito e teve rompido o ligamento cruzado anterior.) Ele vai brigar pela Seleção Brasileira principal mesmo. Que é um grande sonho na vida dele.

Vocês acreditam que seria bom vendê-lo para um clube pequeno ou médio na Europa? Ele teria chance de se valorizar lá.

Não. Sua carreira é planejada. Ele já está em um clube grander que disputa a Libertadores da América. Está no Palmeiras, um dos maiores clubes do mundo. Ele só sairá para um clube onde possa se projetar ainda mais. Não existe a chance de sair para uma equipe média, não. Isso já está decidido por nós, pela Traffic, pelo Palmeiras, e mais importante: por ele, que sempre dará a palavra final. Se engana quem pensa que nós o obrigaremos a qualquer coisa. Fala isso quem não conhece o Keirrison.

Qual está sendo a relação dele com o elenco do Palmeiras? Não é difícl ser estrela em uma carreira tão competitiva?

Primeiro que ele não é e nem quer se comportar como estrela. Tem feito grandes amigos como o Diego Souza, que ele acha um jogador sensacional. E tem tido longas conversas com Marcos e com Edmílson. Os dois foram jogadores da Seleção Brasileira. O Edmílson passou tempo demais na Europa e vem passando toda a sua experiência de vida ao Keirrison. Isso fora o Cleiton Xavier e todos os outros atletas. Eles estão juntos, sabendo que precisam se dar o melhor possível para levar o Palmeiras a grandes conquistas. E estas conquistas vão se reverter na carreira de cada um.

 O Keirrison tem patrocínio pessoal?

Sim. Tem da Nike. E vamos buscar outras coisas. Vamos trabalhar sua imagem. Vamos lançar nas próximas semanas o site pessoal dele. O endereço será: goldok9.com.br. Hoje o futebol ensina que há vários caminhos para um jogador melhorar o seu patrimônio. A imagem é um dos mais fortes. Mas o Keirrison tem uma coisa que é dele: mesmo que faça sucesso individualmente sabe o quanto depende dos outros jogadores. Ele sabe que é uma peça. Não vai perder a cabeça se achando único. Isso é dele. A visão de como funciona um time é dele.

Você acha que o Keirrison vai ficar até quando no Palmeiras?

Não sei. Ele tem 20 anos e pode e deve aproveitar ao máximo a chance de crescer com o Luxemburgo e com o Palmeiras. Ele está amadurecendo ainda. Nós estamos felizes demais com o que está acontecendo com ele no clube paulista. Só que eu não vou mentir nunca: no mundo do futebol quando um jogador se destaca, as propostas chegam mesmo. Não dá para blindar, fechar os olhos, se esconder. Adianta eu não falar nada e um jornal inglês colocar na capa que o Liverpool quer comprá-lo? É preciso ser profissional.

Quando chegar algum clube interessado, a Traffic, o Palmeiras e nós iremos conversar e analisar. Não queremos iludir torcedor, enganar ninguém. E o Keirrison dará a palavra final sobre o seu futuro. Sucesso no futebol brasileiro significa interesse de clubes europeus. Não dá para fugir disso. Só lidar da maneira mais profissional possível. (Keirrison tem contrato de quatro anos com a Traffic. A empresa é dona de 80% dos seus direitos federativos. O Palmeiras, 20%. A quantia considerada ideal para os dirigentes vendê-lo já foi de 30 milhões de euros. A pedida inicial hoje seria de 50 milhões de euros, de acordo com conselheiros ligados ao presidente Belluzzo.)

Por Cosme Rímoli às 10h01

25/02/2009

Palmeiras: guerra nos bastidores...

                                                                                                                       blogspot.com

O Palmeiras decidiu mostrar sua força nos bastidores da Libertadores.

 A diretoria encaminhou ontem reclamações para a Confederação Sul-Americana de Futebol.

 A diretoria protestou contra a escalação de um bandeira chileno na derrota contra a LDU.

 E mais: atraso no início da partida por causa dos papéis no gramado e também por ter sido lançada

uma garrafa de água  em direção aos jogadores do Palmeiras.

Não vai dar em nada, todos já sabem. As acusações são leves. Mas os dirigentes querem marcar presença, mostrar força.

Há a desculpa por parte de Vanderlei Luxemburgo : clube que pretende ser campeão na Libertadores precisa ser respeitado nos bastidores.

Embora ninguém no Parque Antártica confirme, o medo não é deixar de ganhar o título, mas sim o time não conseguir se classificar na primeira fase.

 A derrota para a LDU trouxe dramaticidade ao jogo contra o Colo Colo na próxima semana em São Paulo.

E vale toda a pressão fora de campo na competição que Luxemburgo nunca ganhou...

Por Cosme Rímoli às 19h17

A decadência do carnaval dos jogadores

                                                                                                                                   blogs.kansascity.com

Nas décadas de 70, 80 e meados da de 90, o carnaval era visto com terror pelas diretorias dos clubes europeus e brasileiros. Era a certeza de problemas disciplinares. Não eram raros jogadores como Paulo Cesar Caju, Jairzinho, Renato Gaúcho, Muller, Viola e muitos outros voltarem, como encantados, para o País nas festas de Momo.

"A diretoria da Fiorentina chegou a colocar uma cláusula no meu contrato proibindo que eu voltasse no carnaval. Era multa, rescisão de contrato, não sei o quê. Mas eu não quis nem saber e voltei para o carnaval no Rio de Janeiro", relembra Edmundo que já fala como ex-jogador.

Há uma explicação simplória até para esse comportamento. O carnaval era a grande desculpa para farrear até raiar o dia. E também o calendário favorecia. Ninguém seria louco de marcar jogos nesse período no Brasil.

Na Europa, a história era diferente e os jogadores eram inconsequentes e perdiam rodadas importantes, decisivas de torneios europeus.

O costume mudou . Até no Rio, o Carioca marca a decisão das semifinais da Taça Guanabara no sábado de carnaval e na quarta-feira de Cinzas. A sociedade mudou. Hoje existem baladas todos os dias. E muito mais 'fortes'. Os carnavais de antigamente eram até singelos comparados às noitadas atuais. 

 Não há a necessidade de esperar os quatro dias de carnaval.

Quando jogador de futebol quer sair para se divertir, aproveita principalmente o domingo à noite. Geralmente a segunda-feira é de folga nos clubes. Quem quiser ficar a noite inteira fazendo festa, fica e dorme o dia inteiro.

Há clubes de pagodes em São Paulo e no Rio de Janeiro onde os jogadores são recebidos com toda a pompa. Os gastos são muito acima dos clientes normais. "Domingão à noite sempre foi nosso", costuma repetir Vampeta, que chegou a ser dono de uma casa de samba em São Paulo. Qual era a noite mais lucrativa para Vampeta? A de domingo, lógico.

"Olha, eu abandonei a Fiorentina para pular carnaval. Mas se eu tivesse a cabeça que tenho hoje, eu não viria. De jeito nenhum. Perdi tempo, perdi dinheiro. Foi uma grande bobagem. Hoje em dia nenhum jogador pode dar a bobeira que eu dei. Não precisa, aconselhava o arrependido Edmundo, em plena na passarela do samba, no Rio de Janeiro, antes de desfilar pela sua Salgueiro.

Por Cosme Rímoli às 12h17

24/02/2009

Tentando domar Juan

                                                                                                                                                                                                           elanso.com

A raiva de Juan vai muito além do preparador físico Riva Carli.

O jogador não se conforma com o fato de não ter sido negociado com o Exterior.

Depois das convocações para a Seleção Brasileira, ele tinha a certeza de que iria para um grande clube na Europa.

A única equipe que surgiu e procurou os dirigentes do Flamengo foi o Espanyol. Não houve empolgação nem no clube carioca e nem no jogador.

 Juan já não fez parte do grupo que ganhou da Itália. Perdeu a excepcional vitrine que foi a partida da Seleção Brasileira em Londres.

Para piorar, o vexame do Flamengo na Taça Guanabara.

Depois de desabafar com o preparador físico do clube, os dirigentes do Flamengo chamaram Juan para conversar.

Mostraram que precisam do jogador de qualquer maneira para tentar vencer a Taça Rio e o Campeonato Carioca. Como compensação por seu esforço, sem reclamações, os dirigentes

prometem facilitar a sua saída no meio do ano para a Europa. Depois de tudo acertado, a diretoria divulgou para os jornalistas cariocas uma multa de 10% no salário de fevereiro de Juan.

Só que a situação é absurda. O clube não pagou o 13% e janeiro dos atletas.

 Conselheiros da oposição duvidam até que ele será multado.

Por Cosme Rímoli às 20h56

René,Freud, Leandro Amaral, Seleção Feminina...

                                                                                                                                           members.com1

A má fase de Leandro Amaral no Fluminense não é estranha para quem acompanha de perto a carreira do atacante.

 Desde os tempos da Portuguesa, o jogador sempre rendeu muito mais quando não havia uma sombra, alguém com mais prestígio para perturbar a sua concentração.

Assim que a diretoria do Fluminense começou a negociar com Fred e com os dirigentes do Lyon, o futebol de Leandro Amaral caiu drasticamente.

O técnico René Simões percebeu que ele precisava ser valorizado e tratou de chamá-lo para uma longa conversa. Ele mostrou a necessidade do clube dos seus gols.

 A começar por amanhã na semifinal da Taça Guanabara contra o Botafogo.

René já está calejado de enfrentar problemas de autoafirmação. Desde os tempos da Seleção Olímpica Feminina. Seus argumentos não mudaram.

O que valeu para Marta e Formiga deu certo com Leandro Amaral. O atacante está muito mais sorridente na concentração do Fluminense. 

Conceitos básicos e antigos de psicologia sempre funcionam no moderno futebol atual. Tão 'moderno' que ainda a figura do psicólogo na equipe principal ainda é vetada nos grandes clubes

brasileiros.

Os jogadores se recusam a falar sobre seus problemas com 'estranhos' com medo que os espalhem para a imprensa. E os dirigentes aceitam a postura preconceituosa dos atletas.

Por Cosme Rímoli às 19h59

23/02/2009

A raiva de Muricy está nas bolachas...

                                                                                                                                         baby.more4kids.com

Muricy Ramalho tem uma explicação rápida e direta para os que se revoltam com a maneira ríspida que, às vezes, se comporta nas coletivas do São Paulo.

Muricy: você não prejudica a sua imagem tratando os jornalistas muito mal nas coletivas?

 Tem gente boa que vai acompanhar o treinamento. Mas é exceção. Não não vou enrolar: não tolero a falta de respeito da molecada que acompanha o dia-a-dia dos clubes. Os meninos 

acabaram de sair da faculdade, não sabem nada de futebol, não acompanham os treinos e fazem questão de criar onda. Desrespeitar a tudo e a todos. Comigo, não. Respondo na lata. Não

admito ser desrespeitado na minha casa.

Como assim? Você vê tanta maldade?

Não é só maldade. É desrespeito. Hoje todos querem aparecer, ter a manchete mais polêmica, deixar o treinador ou o jogador o mais constrangido possível. Eu não nasci ontem. Muitas

pessoas amigas me falam para eu me controlar, que eu vou prejudicar se continuar a dar respostas atravessadas. Mas eu não estou nem aí. Dane-se. Se não me respeitam, eu me faço

respeitar. Se quiser falar sobre futebol, eu falo por dois anos seguidos. Agora, se vier com sacanagem, vai ouvir.

Você acha que isso é coisa de geração? O que mudou no jornalismo?

Não é só no jornalismo. É no mundo. Quando eu era jogador tinha dois, três jornalistas que acompanhavam o clube. Você sabia quem era a pessoa. Aprendia a confiar. A relação era outra,

havia amizade. Hoje em dia, mais de trinta jornalistas vão aos treinos do São Paulo. Há muitos veículos de comunicação, muita concorrência, muita mudança de emprego. Mal você

conhece um, essa pessoa vai embora. Agora, o que me deixa louco mesmo é que quase ninguém assiste o treino. Várias vezes eu estou comandando o time e olho, está quase todo

mundo comendo bolachinha e tomando suquinho que o São Paulo dá. De costas para o campo. E depois com que moral vão me perguntar? Ah, eu não deixo barato, não.

E qual é a sua preocupação com a sua imagem?

Nenhuma. Ou gostam de mim como eu sou, ou esquece. Não vou mudar. Não trabalho para agradar ninguém. Trabalho para fazer o meu time ganhar. Não para agradar jornalista que

come bolacha de costas para o treino...

Por Cosme Rímoli às 19h34

Cadê o presidente da FPF? Cadê?

                                                                                                                            images.art.com

O presidente do presidente da Federação Paulista de Futebol, Marco Polo del Nero, espera no calendário o início do ano.

 É a época que pode esnobar, mostrar aquele que seria o mais rico, o melhor campeonato estadual do País.

Desfruta sua liderança no Interior, forçando o torneio a ter exagerados 20 times e só um turno para classificar os quatro melhores.

 Convocar auxiliares, assessora de imprensa, combina com a TV Globo uma imensa festa para premiar os melhores do Paulista.

 Planeja a maneira mais inusitada de entregar  a taça ao campeão.

 Já foi até de helicóptero para a Vila Belmiro.  

Só que este ano antes de pensar em descer de asa delta, pular de para-quedas, mandar uma águia entregar a taça ao campeão, Marco Polo tem duas enormes preocupações.

A primeira é a investigação sobre sua estranha denúncia na final do Campeonato Brasileiro de 2008, envolvendo o São Paulo e o árbitro Wagner Tardelli e convites para show da Madonna.

 A segunda são os 49 feridos na partida entre São Paulo e Corinthians. Não se pronunciou e não vai se pronunciar. É como se os feridos tivessem se machucados em um torneio de golfe no

Afeganistão. Age como se não tivesse nada a ver com o problema.

Esses dois calos fizeram um milagrel:  o presidente Marco Polo del Nero sumiu. A assessoria de imprensa diz que ele não vai dar entrevistas enquanto 'tudo' não for esclarecido.

Ou seja: será difícil demais ouvir a voz do presidente da Federação Paulista de Futebol em 2009. Ele continuará a mandar em tudo, mas invisível.

Por Cosme Rímoli às 19h01

22/02/2009

Uma mentira chamada Carlitos Tevez

                                                                                                                                            images.uncy.org

Carlitos Tevez. Nome mágico para afastar questionamentos no Corinthians. Desde a passagem vitoriosa do argentino no Parque São Jorge, as pessoas que comandam o clube apelam ao

argentino para espantar as crises. E dá certo. Quando não são presidentes, como o ex-Alberto Dualib, a espalhar pessoalmente o boato de sua volta, são os auxiliares que se encarregam de

invocá-lo como uma entidade mediúnica.

Para proteger Andres Sanches e o seu prometido patrocínio, pessoas próximas ao atual presidente corintiano não perdem a chance de uma conversa

com jornalistas para "confidenciarem" que a estrela argentina está descontente no Manchester United. E que"morre" de saudade do Corinthians.

Nada é por acaso. O recado é para ser repassado em jornais, rádios, televisões, sites, blogs. A intenção é jogar para debaixo do tapete o fato de o clube de Ronaldo, o "Fenômeno" não ter um

patrocínio de R$ 30 milhões anuais na camisa como havia jurado Andres em dezembro de 2008. Dois meses se passaram. Ou seja: o Corinthians  já deixou de ganhar R$ 5 milhões.

Jogadores estão com direitos de imagem atrasados. Assuntos indigestos. Melhor usar o delírio chamado Carlitos Teves para calar as críticas.

A lógica maldosa para convencer jornalistas é a de que o Corinthians contratou Ronaldo. Se o trouxe também, hipoteticamente, poderia trazer de volta o amado argentino.

 Acontece que, Carlitos recebe exatos 428 mil euros mensais no Manchester ( cerca de R$ 1,3 milhão). Real Madrid e Inter de Milão têm projetos para contratá-lo no meio do ano.

O fenômeno Ronaldo recebe R$ 400 mil mensais. Que o clube se esforça para manter em dia enquanto atrasa direito de imagem de outros atletas menos importantes.

Não há a menor chance real de Carlitos voltar  agora ao Corinthians. Nem Andres Sanches leva essa possibilidade a sério. Mas ela é oportuna demais nesse momento sem patrocínio.

Típica de um domingo de Carnaval...

 

 

Por Cosme Rímoli às 20h46

Carlinhos Neves, o injustiçado...

blogspot.comMuricy Ramalho é considerado por muitas pessoas influentes do futebol brasileiro como um grande injustiçado. Já deveria estar comandando a Seleção Brasileira há tempos, de acordo com gente importante da CBF. Só que começa a crescer quem defenda a presença de Carlinhos Neves, o preparador físico do São Paulo, no selecionado.

Carlinhos já contabiliza nove anos no clube do Morumbi. Somando os dois anos da sua primeira passagem com os sete de agora. Ele sabe dessa ajuda externa. Só que detesta falar sobre isso. Odeia marqueteiros. Mais do que Muricy.

 "Olha, eu já estou no São Paulo que é uma Seleção Brasileira. Não me importo com esse tipo de coisa. Respeito o trabalho que estão fazendo na

Seleção e ponto. Estou cuidando dos meus jogadores e da minha vida. Está tudo ótimo."

Ele foi peça importantíssima a convencer os jogadores do São Paulo sobre a necessidade do rodízio entre o Campeonato Paulista e Libertadores.

Além de ser respeitado pelos jogadores pelos métodos modernos que utiliza, Carlinhos é diferenciado. Ele é intelectualizado. Adora sociologia e

discute horas com quem se propõe a falar sobre política.

 Já foi dono da livraria Sebo de Elite. Hoje ele é dono do restaurante Folha Seca em Curitiba.

E é contratado do São Paulo independente de Muricy Ramalho. Se o técnico for para a Seleção, o presidente Juvenal Juvêncio já afirmou que não

vai liberar Carlinhos Neves.

 "Eu estou feliz demais no São Paulo. Para mim está ótimo. Não venha me arrumar confusão, Cosme."

Por Cosme Rímoli às 18h01

Sobre o autor

Trabalhou, com orgulho, por 22 anos no Jornal da Tarde.Cobriu as últimas quatro Copas do Mundo, cinco Eliminatórias para a Copa, quatro Copas América e dezenas de finais entre Libertadores, Brasileiros e Campeonatos Paulistas.

Sobre o blog

Cosme Rímoli aborda os bastidores do futebol, entrevista personagens significativos e analisa o que ocorre dentro e fora dos gramados.