Blog do Cosme Rímoli

07/03/2009

O day after de René Simões

                                                                                                                                 oragoo.net

O dia seguinte de um técnico demitido de um time grande.

"É estranho, você acorda com a sensação que deveria estar fazendo alguma coisa."

"Deveria ter uma preocupação que você está esquecendo."

"Tive um tio que foi demitido do seu emprego. E todos os dias ele se vestia como se fosse trabalhar. Dava uma volta e retornava para casa."

"Hoje eu o entendo."

"É esquisito. Bem esquisito."

As frases são de René Simões em entrevista exclusiva hoje ao blog.

Demitido do Fluminense, ele mostra que treinador não é máquina.

E aos 56 anos, ainda precisa se refazer emocionalmente.

Quando está do lado errado da dança das cadeiras de treinador de clube grande.

René como foi o seu dia seguinte à demissão do Fluminense?

Difícil. Sou um trabalhador como outro qualquer. Ninguém gosta de ser demitido. Perder o seu emprego. A sensação é bem ruim. Ainda mais quando você está no meio de um processo.

A minha família não me deixou ficar pensando muito no assunto e me fez ter um dia ótimo. Fui nadar a manhã inteira, depois fui para um churrasco. Fiquei 24 horas com a minha família, com gente que eu amo e me quer bem. Isso é importante demais nesse processo que é sempre ruim, é chato, é doloroso. Quem gosta de ser demitido?

Mas os treinadores no Brasil não são preparados para isso?

Sim, deveriam. Só que a pancada é forte da mesma maneira. Não é como um executivo que é demitido uma vez na vida e vê destruída toda a sua carreira. Nós temos a chance de reconstruir, buscar outros horizontes. Os treinadores de times grande no Brasil têm mais oportunidades do que um executivo. Mas também estão sujeitos às intempéries da carreira. O que é seguro hoje, não é amanhã. Por mais que você conscientemente saiba disso, é duro quando você tem de deixar um trabalho no meio. Como foi a minha saída do Fluminense.

Você é conhecido como uma pessoa zen, tranquila, calma, centrada... Deve ter sido mais fácil?

Fala isso quem não me conhece de verdade. Eu fui um aborrecente brigão que resolvia as minhas coisas no braço. Dava e levava porrada. Meu pavio sempre foi curto. Era assim em Cavalcanti, subúrbio do Rio de Janeiro. A minha primeira reação quando acontece qualquer coisa ruim como é reagir. Só que o futebol foi me educando. Eu não posso ficar reagindo, brigando a cada demissão. A vida de treinador é essa. Algumas injustiças são feitas, outras justiças também. O importante é se controlar. Mas está muito enganado quem pensa que eu levo tudo numa boa. De jeito nenhum.

Você blinda a sua família? Seus parentes estão muito aborrecidos?

Ah...Por muito tempo fiz questão de blindar a minha família. Não deixar chegar as coisas. O maior exemplo disso aconteceu no Al Rayan do Catar. Eu havia sido campeão do País e cheguei em casa e fui brincar com as minhas filhas. Uma delas me perguntou: "Papai, não tem jogo hoje?". Respondi: "Teve e eu fomos campeões". Ela falou: "Então, tá" e voltamos a brincar. Eu poupei o que pude a minha família dessa minha rotina que é estressante. Mas agora eu os vinha preparado para o que poderia acontecer.

Você se sente culpado pela sua demissão? Afinal você era o comandante do futebol...

Não. Você sabe o porquê? Por não haver um time no Brasil inteiro que esteja jogando bem, de forma constante. O Santos trocou seu treinador. O Internacional passou um sufoco danado contra o Rondonópolis. O Palmeiras do Vanderlei está mal demais na Libertadores. O São Paulo também está jogando uma bem e a outra mal. Se as pessoas não têm capacidade de perceber que estamos no início de uma temporada e que os times estão se acertando, o que eu posso fazer? Sei que fiz o meu planejamento e as coisas estavam melhorando. O Fluminense tinha acabado de passar para a próxima fase da Copa do Brasil ganhando por 3 a 0 do Nacional da Paraíba. Assumi o time praticamente na Segunda Divisão do Brasileiro, evitei o rebaixamento e  deixo na Primeira Divisão. O que me deixa ainda mais forte neste dia seguinte é ver o histórico do Fluminense.

Como assim?

Nos últimos quatro anos o time teve 14 técnicos. Quatorze. Sabe lá o que é isso? Troca constante de treinador. E o meu índice foi o melhor de todos: mais de 60% de aproveitamento. Isso não é para qualquer um. Olha que nesse período trabalharam lá o Abel Braga, Ivo Wortman, Oswaldo de Oliveira, Antônio Lopes e outros. O profissional precisa saber qual empresa está indo trabalhar. Se ela demite sempre seus funcionários é preciso estar preparado: que ela também vai acabar demitindo você. Essa é a filosofia atual do Fluminense. Não dá para fugir da realidade. Por isso é preciso ficar centrado quando a demissão acontece. É duro, é triste, mas sempre foi uma possibilidade. Vida de técnico é assim. Aqui no Brasil e, infelizmente, também na Europa. Acabou-se a paciência, o bom senso. O maior exemplo é o nosso Felipão, dispensado pelo Chelsea. Um absurdo. Mas é essa a nossa realidade.

Como você vai se comportar nesse período? Vai procurar emprego ou vai deixar o emprego chegar até você?

Olha, se eu quisesse já estaria trabalhando hoje. Tive propostas do Naútico e do Figueirense. Mas eu preciso de uns dias para me recuperar. Estou bem, mas quero descansar uns dias. Esquecer alguns aborrecimentos que tive de passar para depois chegar bem, forte para um novo clube. Acredito que cheguei em um nível que as coisas acontecem para mim.

Você não percebeu que seria demitido do Fluminense? Como é esse cenário? Você vê e não pode evitar?

Olha, eu senti que estava com alguns problemas.Fui duro com algumas pessoas. O comandante não pode ficar dizendo sim, amém, para tudo o que acontece. Mas eu acreditava que o pior já havia passado. Estava certo que iria continuar.  A equipe estava reagindo.Os jogadores ganhando entrosamento e confiança. Afinal, o time foi reformulado. O trabalho estava melhorando. Foi a primeira vez na minha longa carreira que o meu time vence por 3 a 0 e eu sou demitido. Não tem como não se aborrecer com uma situação dessas. Mas a vida tem de seguir. E vai seguir.

Você ficou humilhado quando soube que a diretoria do Fluminense alegou que o estava demitindo para dar um 'up grade' na Comissão Técnica? Ou seja, levantando o nível?

Não fiquei, não. Porque o Parreira é campeão mundial, uma pessoa que eu respeito muito. Ético. O Fluminense caminhou para cima, sim. Não sei se da maneira justa, correta, mas caminhou. Boa sorte para o Parreira. Ele é alguém de nível diferenciado no futebol brasileiro.

Você tem algum laço afetivo com o Fluminense? Com a demissão fica a sensação de um relacionamento que acabou sem o namorado querer?

Não. Com o Fluminense não tenho laço afetivo. Sou um profissional. Isso já está trabalhado na minha cabeça. Laço afetivo, gostar de um clube, se sentir ligado a uma equipe ainda é o Coritiba. Eu gosto demais do Coritiba. O que fizemos subindo da Segunda Divisão do Brasileiro para a Série A virou mais do que um livro (Do Caos ao Topo: Uma Odisséia Coxa Branca, escrito por René). Virou uma gostosa história de amor. Agora nos outros clubes brasileiros só profissionalismo. Tentar fazer o melhor. Se doar de corpo e alma. Mas não dá para criar vínculos afetivos, não. Se fosse assim, cada demissão seria um drama. Daqui uns dias eu estarei bem forte para outro clube. Vou viver meus diazinhos fora da minha rotina com a minha família. Esse período é ruim, mas vai passar. Já vivi várias vezes essa situação. E vou estar melhor do que quando cheguei ao Fluminense.

Por Cosme Rímoli às 18h20

Felipão e outras duas fábulas maravilhosas na Lusa...

                                                                                                                                 blogspot.com

Três histórias lusitanas para alegrar o sábado.

A primeira: com a demissão de Mário Sérgio, o poderoso vice-presidente Luiz Iauca tem uma idéia que considera fantástica.

E consegue um número especial, junto à colônia portuguesa.

O telefone celular toca em Londres: "Alô?"

"Felipão, aqui é o Luiz Iauca. Você não quer trabalhar na Portuguesa?"

Luiz Felipe Scolari leva alguns segundos até compreender a situação.

Quando percebe o quadro, usa a diplomacia. Iauca e ele possuem amigos portugueses em comum.

 "Olha, Iauca...Agora não posso, não quero sair da Inglaterra. Quem sabe um dia... Seria ótimo treinar a Portuguesa."

A resposta de Felipe não surpreendeu o dirigente que respondeu:

"Então, tá. Mas, por favor, me indique um técnico, Felipão, que eu vou buscar."

Depois de pensar um pouco, Scolari recomendou:

"Olha, tem o Paulo Bonamigo. Ele é um ótimo treinador. Se tiver apoio vai longe.

É sério, honesto, trabalhador."

"Obrigado, Felipão. Eu vou buscar o Bonamigo. Mas um dia quero você no Canindé."

"Ah...Pode deixar, quem sabe um dia... Um abraço", respondeu Felipão desligando o celular.

A segunda: após a eliminação da Portuguesa da Copa do Brasil, diante do Icasa, o presidente Manuel da Lupa resolve deixar o Canindé.

Ele acompanha as partidas ao lado das cabines de imprensa. Quando o time ganha ele sai pela frente, de elevador.

Quando o time perde e ele não quer dar entrevistas, ele desce de escadas e sai pelo fundos.

Acontece que, quando faz isso, precisa passar em frente a uma cabine especial onde fica a equipe Líder.

Especializada em Portuguesa, a rádio questiona, cobra, quando o time vai mal.

Sabendo que iria passar por apuros, Manuel da Lupa tomou a seguinte decisão.

Com a palavra o repórter Alexandre de Barros.

"Sabe o que ele fez? Ele mandou dois seguranças trancarem as nossas cabines.

Nós ficamos trancados enquanto ele passava. Só para que nós não pudéssemos perguntar nada a ele.

Quando vimos a situação, já que a cabine é de vidro, arrombamos a porta.

Mas não deu para perguntar nada. Só para xingar. Foi um absurdo."

Terceira história: Luiz Iauca cumpriu a sua palavra com Felipão e ligou para Bonamigo. Ele estava vindo do Paraná ontem pela manhã, quando René Simões foi demitido do Fluminense.

Muita gente importante, inclusive o presidente, adora René Simões. O combinado foi que Iauca iria conversar com Bonamigo, fazer a oferta da Portuguesa, e depois a diretoria iria analisar.

Foi o que deixou Manuel da Lupa tranquilo. Só que Iauca não resistiu. Mal encontrou Bonamigo já foi acertando o seu contrato, dando sua palavra que estava tudo fechado.

Na diretoria se comenta que não foi preciso nem chegar ao primeiro farol, já que os dois estavam no trajeto do aeroporto para o Canindé, e tudo foi fechado.

Só restou às pessoas que contataram René, que se mostrava disposto a trabalhar no clube, agradecerem ao René que estava pronto para vir do Rio de Janeiro para São Paulo ontem à noite.

Por Cosme Rímoli às 10h28

06/03/2009

Não há lugar para descontentes no São Paulo

                                                                                                                                                                                    blogspot.com

Dagoberto era o jogador mais tranquilo depois da vitória do São Paulo diante do America de Cali.

Mesmo tendo atuado muito pouco diante dos colombianos.

Ter ficado na reserva e visto os dois gols de Washington foi muito representativo para o jogador.

A discussão dos dois após a partida contra o Santos,que ocasionou duas conversas sérias de Muricy Ramalho com o grupo, fez com que Dagoberto tivesse de se acalmar.

A ordem, não o pedido, a ordem do treinador é que não aconteçam discussões mais no elenco.

Principalmente nos microfones.

O recado foi entendido. Por todos. Inclusive, Dagoberto.

Ele descobriu da pior maneira que a dupla de atacantes do time titular do São Paulo é  Borges e Washington.

"Aqui se respeita o grupo. Em primeiro lugar estará sempre o grupo. Quem estiver descontente é só pedir para sair", costuma repetir Muricy.

Um dos poucos técnicos que aplica o que fala...

Por Cosme Rímoli às 23h54

Tardelli vai se vingar e processar Marco Polo

imagecache2.allposters.com                                                                                                                                   

Chegou a hora da vingança para Wagner Tardelli.

Se o presidente da FPF, Marco Polo del Nero, já está abatido com a suspensão de 90 dias e os R$ 10 mil que pagou de multa, pode preparar os bolsos.

Por ter denunciado o que supôs ser uma tentativa de suborno ao árbitro na partida que decidiria o título do Brasileiro de 2008, Del Nero vai sofrer uma ação reivindicando muito dinheiro.

Será a primeira vez que um árbitro tem essa coragem. E Tardelli falou ao blog.

Você vai cumprir a sua palavra e processar Marco Polo del Nero?

Lógico que vou. Sou um homem de bem. Meu advogado, Michel Assef, já tem tudo nas mãos. O Marco Polo não sabe tudo de mal que fez para a minha vida. Eu tenho 21 anos de carreira como árbitro de futebol. Uns gostam, outros não gostam de mim. Mas nunca ninguém teve a menor suspeita sobre qualquer atitude minha. E chega esse senhor justo na partida entre São Paulo e Goiás que decidiu o título do Brasil e levanta suspeita sobre a minha pessoa. Me tira do jogo e ainda diz que suspeitou porque viu que o São Paulo tinha separado alguns convites para o show da Madonna e iria mandar para mim. Eu iria me vender para ajudar o São Paulo? Por convites da Madonna? É muita irresponsabilidade. Eu vou até o fim.

Como foi a reação da sua família à denúncia?

Todos que eu mais amo sofreram. A minha mãe não se conformava e chorava. Todos os meus familiares ficaram envergonhados, mesmo sabendo que eu não fiz nada. A dor que eu senti não tem dinheiro no mundo que compense. As pessoas não têm idéia de quanto um árbitro sofre quando falam que ele errou um lance. Imagine o que eu senti, sendo afastado da final do Brasileiro, as pessoas dizendo que recebi dinheiro, convites da Madonna para ajudar um clube. E eu estou no final da minha carreira. Não tenho de passar por isso. A minha honestidade foi mais uma vez provada quando puniram o presidente da Federação Paulista de Futebol. Agora ele vai se entender comigo.

Você não tem medo de que o sistema lhe puna por processar o presidente de uma Federação no Brasil?

Não tenho porque estou certo. Acabou a ditadura militar quando as autoridades podiam fazer o que quisessem da vida das pessoas. Acabou esse tempo. Vou limpar a injustiça que essa pessoa cometeu comigo. Foi imprudente, irresponsável. Não teve a menor visão antes de colocar o meu nome na lama. Agora vai ter de arcar com isso. São 21 anos de carreira limpa.

Alguma coisa mais aconteceu com você e as pessoas não sabem?

Eu tenho uma loja de material esportivo no Rio de Janeiro. Ela foi inteira depredada. Quebraram tudo. Fizeram para punir o juiz que foi acusado de armar esquema. Eu não vou ficar com esses prejuízos, de jeito nenhum. Minha família vai erguer a cabeça de novo. Eu já provei que sou inocente. Como a partida não vai acontecer de novo, eu quero um ressarcimento pelo que perdi profissionalmente e por ter tido a minha honra atacada de uma maneira absurda.

(Tardelli não quis falar, mas sofreu várias ameaças de agressão por telefone. Tem certeza que elas aconteceram por causa das acusações de Marco Polo.)

Por Cosme Rímoli às 18h56

Parreira no Flu

                                                                                                                                blogspot.com

Carlos Alberto Parreira é o novo técnico do Fluminense.

Quem jura é o presidente Roberto Horcade.

Parreira não quis aceitar conversar enquanto René Simões estivesse trabalhando.

Com a demissão pela manhã, o dirigente e o antigo treinador da Seleção Brasileira se acertaram verbalmente.

À tarde assinarão contrato. Sempre de acordo com Horcades.

Parreira resolveu abandonar o ano sabático que vivia depois da decepcionante passagem na África do Sul.

Viu solucionado o problema de doenças na sua família, o que fez que largasse a Seleção Sul-Africana.

A diretoria do Fluminense resolveu bancar o caro treinador.

Acredita que só ele pode comandar um elenco que tem Fred e Thiago Neves, jogadores que os dirigentes consideram estrelas internacionais.

Parreira já tem a missão de levar o time para a Libertadores ganhando a Copa do Brasil. Ou, no máximo, no Campeonato Brasileiro.

Chegar à Libertadores em 2010 é obrigação.

Parreira está mais do que animado.

Ele recebeu o sinal verde do ex-patrão, a Traffic, para trabalhar no clube que ele tanto ama.

E jura ter esquecido o vexame da Seleção Brasileira na Alemanha.

Nunca mais dará tanto espaço aos jogadores.

Chega de folgas em que os atletas voltem de madrugada.

Palavra do tricolor Parreira...

Por Cosme Rímoli às 13h07

O segredo de Ana Paula Oliveira

                                                                                                                               sentimientos.jubiiblog.com.es                                                                                                                                    

O que é justo muitas vezes é delicado, íntimo. 

O fato da bandeira Ana Paula Oliveira não passar nos últimos testes físicos foi visto com descaso.

Na Federação Paulista de Futebol a análise é simples: ela se deslumbrou com as fotos para a Playboy e não se preparou adequadamente.

Os desfiles, as entrevistas para a televisão, rádio, participação em programas femininos. Tudo isso teria tirado o seu foco do futebol.

O que é visto como um desperdício. Porque Ana era uma das melhores bandeiras do Brasil.

A Confederação Sul-Americana de Futebol queria transformá-la em árbitra internacional, com chances de apitar Copa do Mundo.

As fotos e o preconceito acabaram com os planos. Com os sonhos.

Errou, pagou, foi criticada.

Mas queria voltar.

Mas o corpo não permitiu.

Amigos muito próximos revelam: ela teve de fazer duas cirurgias.

Manteve o problema grave em segredo.

Não usou os microfones para falar do drama pessoal.

Buscou força na família e nos poucos amigos mais próximos.

As cirurgias deram certo e ela está curada.

Mesmo se recuperando das operações, ela tentou treinar e fazer os testes.

O corpo ainda fragilizado não suportou.

Ela anda treinando.

Se sente bem mais forte, mas não sabe se fará o teste para a CBF no dia 16 de abril.

Machucada com tudo que suportou calada, ela deixa sua secretária Nalda protegê-la.

Ninguém se aproxima de Ana sem passar por Nalda.

E ela não quer que pergunte para Ana sobre isso, sobre aquilo...

Tenta evitar a todo custo, enfrentando jornalistas, que Ana volte a sofrer

Mas o importante não precisa ser mais perguntado...

O sofrimento acabou.

Por Cosme Rímoli às 10h56

O encantador de cobras lusitanas...

                                                                                                                                                       publico.clix.pt

Encantar cobras criadas não é para qualquer um.

Ainda mais quando não estamos na Índia.

No Brasi, em São Paulo, no Canindé.

São muitas cobras criadas juntas.

É um perigo para qualquer encantador.

Ainda mais quando quem banca os encantadores mudam de idéia como quem mudam de roupas.

As tentativas se acumulam.

As multas para os encantadores que fracassaram são pagas e deixam o clube português mais pobre.

Depois de Mário Sérgio ter sua vida mudada. As de Pintado, Zetti e Silas analisadas. A de Vadão, também.  

A aposta no encantador das cobras criadas no Canindé. É outra.

Se chegou à conclusão que o encantador deveria ser um Bon (com n, mesmo) Amigo.

Esta tarde, Bon (com n mesmo) Amigo será apresentado ao serpentário do Canindé..

A diretoria irá perguntar quantas rúpias (moeda ofícial da Índia) ele quer.

Ele era o único candidato. Até que René Simões acabar de ser demitido do Fluminense nesta manhã.

Os dois conversarão com os donos das rúpias.

E um deles ficará com o cargo.

Flávio Trevisan será o temporário contra a Ponte Preta.

Sem Mário Sérgio, Fellype Gabriel (com dois l e y, lógico) voltou a treinar.

As cobras acompanham, empolgadas, as negociações.

Querem saber se poderão continuar a soltar seu veneno impunemente.

Por Cosme Rímoli às 10h21

05/03/2009

TV Globo e Ronaldo,o Fenômeno do Ibope. Tudo a ver...

                                                                                                                    uoc.edu.com

Por que a Globo acompanha e vai acompanhar cada passo de Ronaldo no Corinthians?

Por que Ronaldo faz tudo o que a Globo pede?

Basta analisar os índices de audiência.

A audiência da principal emissora brasileira estava caindo vertiginosamente no futebol.

Principalmente nos longos e previsíveis campeonatos estaduais.

Nas quartas-feiras, a Globo que já chegou a dar picos de 60 pontos na década de 80 com a transmissão de futebol, comemorava quando atingia 24 pontos atualmente.

Ronaldo no Corinthians foi um casamento dos sonhos para a emissora carioca.

O atacante midiático é bem mais interessante atuando na praça mais rica do Brasil do que no Flamengo.

E no clube que dá mais audência.

Se os seus brilhantes autores de novela escolhessem o destino do Fenômeno seria mesmo o Parque São Jorge.

Se a Globo pudesse pagar por essa situação, seus executivos não pensariam duas vezes. Mas não precisou.

E Ronaldo até se comporta como se fosse contratado da emissora.

 Nem a diretoria corintiana ousa tentar  barrá-lo.

"Olha, eu já falei: o Ronaldo vai uma vez em cada emissora paulista. Na Globo é diferente.O relacionamento dos dois sempre foi próximo.

Ele confia na Globo. Então vai quantas vezes ele achar melhor. Eu não vou proibir. Eu não posso proibir. Ele faça com a Globo o que achar melhor.

É bom para os dois", resume o presidente do Corinthians, Andres Sanches.

O milionário Ronaldo não ganha da Globo dinheiro.

 Ele ganha o que mais precisa: respaldo popular.

As matérias favoráveis, as transmissões favoráveis não têm preço. 

 Suas baladas, travestis e problemas ficam em décimo plano.

Não porque a Globo ame Ronaldo.

A Globo quer proteger o que Ronaldo significa para as transmissões.

Quanto mais audiência, mais patrocinadores.

A relação é comercial, como, sabiamente, Andres Sanches: "é bom para os dois".

As outras emissoras que mandam profissionais para seguir Ronaldo ficam sem saída.

Não adianta enviar repórteres mulheres, jornalistas experientes, ex-jogadores.

Se quiserem, que se contentem com coletivas.

Para exclusivas, Ronaldo olha o microfone antes de falar.

Se tiver o logotipo da Globo, ótimo.

 Embora tenha a sua preferência pelo repórter Mauro Naves e pelo cinegrafista José Carlos Mosca.

O Fenômeno sempre agiu assim: tinha suas emissoras e jornalistas em quem confiava na Holanda, na Espanha, na Itália, no Rio de Janeiro.

Ah, o Ibope da TV Globo, ontem, no dia do retorno de Ronaldo ao futebol foi excelente: 32 pontos.

Inédito na quarta-feira de futebol esse ano.

Por isso, tudo será repetido pela Globo em Presidente Prudente: preparação, Ronaldo e a torcida, Ronaldo no hotel, Ronaldo jogando.

E, finalmente, Ronaldo dando exclusiva.  Bem longe de todas as outras emissoras.

Enquanto o Fenômeno estiver no Corinthians será assim.

"É bom para os dois." 

Por Cosme Rímoli às 22h31

14h30 no Canindé...

                                                                                                                               blogspot.com

14h30.

Quando os ponteiros dos relógios do Canindé marcarem hoje essa horário muitas vidas vão mudar.

A de Mário Sérgio.

A de Pintado. A de Zetti. A de Silas. Quem pedir menos vai ter sua rotina alterada.

 A de Fellype Gabriel (com dois l e y, como ele exige).

A de Luís Iauca, vice-presidente de futebol.

Por Cosme Rímoli às 12h48

Por que Douglas não passou aquela bola?

                                                                                                                                            imageshack.com                                                                                                                   

Aos 32 minutos do segundo tempo, Douglas desce com a bola dominada.

 Na frente dele, um desesperado zagueiro do Itumbiara.

Ao lado do meia corintiano, estava Ronaldo.

 Livre, livre, livre.

A partida está decida: 2 a 0 para o Corinthians.

Narradores da tevê, locutores de rádio, torcedores, Mano Menezes e os jogadores da reserva e até atletas do time goiano tinham uma certeza: a bola será passada para o Fenômeno.

Ele ficará cara a cara com o goleiro Maxi e vai fazer.

A festa vai ser completa.

Douglas é um jogador inteligente, do tipo que joga de cabeça erguida.

 Ele vê Ronaldo do lado, livre.

Mesmo assim não quis passar.

 Chutou de maneira inesperada, foi egoísta, chutou para fora. Desperdiçou a jogada.

No final da partida, enquanto aflitos repórteres acertaram o rosto de Ronaldo com seus microfones, Douglas descia para os vestiários.

Ninguém cobrou, xingou, reclamou.

Mas sofreu os olhares de censura. Não foi preciso falar uma palavra. 

O meia sentiu o clima, ficou desconfortável.

 Tentou explicar o lance para alguns.

Disse que poderia ter feito o gol.

Foi o último no elenco a compreender o que está acontecendo.

Jornais do mundo inteiro destacam que Ronaldo voltou ao futebol contra um time fraco do interior de Goiás sem marcar.

Douglas sentiu o golpe e daqui para a frente sabe: está jogando pelo Corinthians e por Ronaldo.

A lição foi aprendida.

Isso não será repetido domingo contra o Palmeiras.

Nem por Douglas, nem por quem estiver com a bola e Ronaldo aparecer livre.

E se tiver pênalti com ele em campo, quem será que vai bater?

Para alívio da diretoria, do departamento de marketing e, claro, para a festiva mídia que começa a viver de Ronaldo.

Louca para que esqueçam tudo que ele aprontou fora de campo.

Por Cosme Rímoli às 11h33

Kléber não será perdoado

                                                                                                                                     blogspot.com

A diretoria do Cruzeiro e o Adílson Baptista não terão a mesma atitude compreensiva, passiva, da diretoria do Palmeiras e de Vanderlei Luxemburgo em relação a Kléber.

Quando o atacante chutou o rosto de Ribera do Universitario de Sucre, ninguém acreditou.

Era o segundo cartão vermelho em dois jogos da Libertadores que Kléber disputou.

Para piorar, ele disse ao treinador que não havia feito nada.

 As câmeras o desmentiram.

 Com um a menos, o Cruzeiro teve de suar sangue para segurar a vitória.

 A partida que estava fácil, ficou dramática na altitude boliviana.

Os dirigentes sabiam que estavam contratando um atleta de ótimo nível técnico, mas problemático. 

Adílson havia conversado com Kléber e se responsabilizou por acalmar o atacante. O jogador jurou que iria se controlar.

Convenceu a todos.

Com a segunda expulsão, os Perrelas alegam que para ter o caro atleta, o Cruzeiro abriu mão de Guilherme, artilheiro também, mas muito mais calmo.

Como a conversa não adiantou, Kléber será multado.

 E o departamento jurídico do clube mineiro já sabe que será difícil defendê-lo.

 E evitar uma suspensão que poderá atrapalhar muito o clube na disputa da Libertadores.

 O clima de decepção com o ex-palmeirense é enorme.

O medo é que ele acabe implodindo sozinho o plano de o Cruzeiro ser campeão da Libertadores.

 

Por Cosme Rímoli às 08h25

04/03/2009

Barbas de molho, Mário Sérgio

                                                                                                                                                  mediacanada.com

"Estou pensando na situação dele. Depois do jogo contra o Icasa, me pergunte. Preciso pensar bastante."

As declarações são do presidente da Portuguesa, Manuel da Lupa. O dirigente se referia ao treinador Mário Sérgio.

A situação do técnico é mais do que complicada. Ele mexeu em um vespeiro ao afastar o meia Fellype Gabriel. Sempre dois eles e y, como o jogador exige que escreva o seu nome.

Acontece que 70% dos direitos federativos de Fellype Gabriel (olha os dois eles e o y...) pertencem a um dirigente muito influente da Portuguesa.

Ou seja: o treinador está desvalorizando o investimento de alguém que não deveria.

Quando soube o que acontecia, Mário Sérgio se apressou em dizer que as portas do time dele estavam abertas para Fellype Gabriel (com dois eles e y, lógico).

Talvez tenha sido tarde. A situação está complicadíssima.

 Foi o presidente Manuel da Lupa quem resolveu apostar em Mário Sérgio.

E agora? Agrada o dirigente que quer a demissão do técnico?

Ou segura o treinador em quem confia?

A resposta virá logo mais, depois do jogo.

 Quando, finalmente, o presidente da Portuguesa, terminará de pensar...

Por Cosme Rímoli às 19h02

As lágrimas de Rebeca Gusmão...

                                                                                                                     blogspot.com

Se fosse para escolher no Brasil uma pessoa, uma só, para quem o futebol servisse como redenção, ela tem nome e sobrenome: Rebeca Gusmão.

Em entrevista exclusiva ao blog, Rebeca mostra toda a sua mágoa por estar envolvida na maior polêmica da natação nacional de todos os tempos.

Foi banida por exames apontarem esteróides anabolizantes em amostras coletadas no Panamericano do Rio em 2007.

Sua esperança está no último recurso do banimento que sofreu por parte da Federação Internacional de Natação.

Ela viajará no dia 14 para a Suíça.

Jura não ter usado nada. Diz que os músculos enormes que ganhou vieram do treinamento e da testosterona natural do seu organismo.

 Seus ovários seriam policísticos que produzem uma alteração normal do nível de testosterona. Tem esperança que fique provado nesse último recurso.

Se diz alvo de preconceito, ignorância e de ter enfrentado laboratórios poderosos que dominam o esporte e um médico de conceito internacional.

Tanto o laboratório quanto o médico não tinham explicações viáveis para o espantoso aumento de sua massa muscular. Daí o banimento.

Vendeu até seu carro para pagar os advogados que lutam pela sua defesa.

"Fui massacrada. Minhas lágrimas secaram. Mas lutarei até o fim. Se estivesse errada teria desistido. O apoio encontrei no futebol está me dando muita força."

Como é que está a sua adaptação ao futebol?

Sensacional. Estou treinando muito. Perdi 18 quilos de gordura. Essa alteração de peso vem do treinamento específico. Minhas pernas estão bem mais fortes. Minhas panturilhas cresceram cinco centímetros. Eu tenho facilidade em ganhar músculos. Sempre houve muita ignorância das pessoas. O corpo do atleta de ponta é diferente das pessoas normais. Se você passa a manhã, a tarde e a noite treinando, o corpo muda mesmo. (No Pan de Santo Domingo em 2003, ela pesava 66 quilos. Em 2007, no auge do treinamento para o Panamericano do Rio estava com 82.) Eu cresci tanto treinando e me alimentando bem. Tomava os suplementos que todos os nadadores do Brasil tomavam. Ninguém respeitou o meu metabolismo. O meu corpo é diferente e sofri preconceito. Ou vão falar que eu estou tomando anabolizantes para jogar futebol? Sofro pela ignorância das pessoas.

Mas as fotos que mostram as mudanças no seu corpo são impressionantes. Você cresceu muito...

No Brasil se julga muito sem saber as coisas de verdade. Ninguém acompanhou o meu treinamento todos os dias. Ninguém viu a minha alimentação. Há muita hipocrisia. As pessoas falam sem base e te condenam. Eu enfrentei precoceitos que acompanham as mulheres que conseguem ganhar músculos. Eu sou forte fisicamente. Venho de uma família de esportistas. Os limites dos treinamentos mudaram. As pessoas olham com maldade. Quando eu vou coçar a minha cabeça na rua, logo dizem baixinho: "Você viu o braço dela? Não pode ser natural". Falam baseados no quê? As pessoas estão mudando, ficando mais altas, mais fortes. Sou vítima de preconceito. Puro preconceito. Fui massacrada.

Mas e os exames?

Não são verdadeiros. Não tomei nada proibido. Nada. Mas como eu desafiei a Confederação Brasileira de Natação, o laboratório internacional que me analisou e até o um médico de prestígio mundial que me condenou sem me examinar (Eduardo de Rose). Havia muito interesse em jogo. Eu estava ganhando tudo. Me acusaram de tudo e aos poucos a minha inocência está vindo à tona. (Ela se refere à acusação de fraude. Quando, em um exame o resultado deu negativo para uso de anabolizante, foi acusada de haver trocado a urina com outra pessoa. O Ministério Público a investigou e a inocentou.) Só Deus para me dar força para suportar tantas acusações, tanto massacre. Se não fosse minha família, o meu marido, não sei o que seria de mim.

E o futebol?

Veio na hora certa. Eu nasci para o esporte.Não ficaria sem ele. Me sinto viva treinado, correndo, me exercitando. Ninguém vai tirar isso de mim. Sempre gostei de futebol. Meu pai Ajalmar jogou no Náutico. Sempre gostei e sempre soube bater na bola. Recebi o convite da Associação Atlética Esportiva e Recreativa dos Cooperados do Distrito Federal (ASCOOP). Sou atacante. Aproveito a minha força física e vou fazendo gols. O futebol tem me dado muito prazer. Não sou craque, mas mereço ser titular. Vamos até disputar um torneio no Rio neste fim de semana com o Duque de Caxias, a Portuguesa e o time americano do T. Chicago. Estou mais do que ambientada.

Mas logo o futebol feminino? Você é masoquista?

Não, não sou não. Foi bom você ter perguntado. As pessoas me criticaram tanto, mas são incapazes de olhar para o lado e ver o que fazem com o futebol feminino no Brasil. No meu time ninguém recebe nada. Se não fosse eu ter um patrocínio da Decel (fábrica de material de construção) e da Uniceub (Centro Universitário de Brasília), não teria condições de jogar. E eu quero aproveitar e te perguntar. Você acha que uma fábrica e uma universidade iriam apoiar uma atleta dopada? Pense bem. As pessoas que me apoiam aqui em Brasília me conhecem. Têm informações sobre a minha vida desde menina. Ninguém arriscaria a sua imagem me apoiando se não tivesse certeza da minha honestidade. E quanto ao futebol feminino dá dó ver talentos como a Marta, a Cristiane e quase todas medalhistas de prata em Pequim ter de jogar fora do Brasil. As autoridades do esporte prometeram mil coisas para elas e não deram nada. É muita hipocrisia, mentira, preconceito. A Copa do Brasil de futebol feminino iria começar em janeiro. Treinamos como nunca e ela foi cancelada. É uma falta de respeito absurda.

Você acompanhou a Olimpíada de Pequim? Viu a natação?

Não vi, não. Não porque eu sabia que deveria estar lá, mas não quis ver não. Acho natação um esporte chato para ver pela televisão. Fiz questão de acompanhar o Michael Phelps no nado de borboleta, quando ele quebrou todos os recordes. Sabe por quê? Porque todos no Brasil estavam torcendo contra. Não sei que tem o nosso país que todos gostam de ver os ídolos se dando mal, sofrendo decepções. Eu sofri isso na pele. Senti a satisfação das pessoas com tudo de mal que foi feito comigo. Chorei muito. Minhas lágrimas secaram.

Mesmo se você ganhar o recurso você nunca mais disputará uma prova de natação?

Meu sonho é ganhar o recurso e disputar uma última prova. Quero ter o prazer de ganhar de novo na piscina. E não vou precisar nem treinar. Só Deus sabe a força que eu tenho dentro por mim por ter sido tão injustiçada. E não vou largar o futebol nunca, me apaixonei. Mas não quero sair da natação sendo vítima de preconceito, ignorância.

Por Cosme Rímoli às 11h26

Mancini: 'quem manda sou eu...'

                                                                                                                   word.press.com

Wagner Mancini levou um ano inteiro.

Mas, finalmente, revelou o porquê de ter saído do Grêmio. E mais: antecipou ao blog: está procurando um goleiro experiente e de talento para brigar pela posição com Fábio Costa.

Analisa também o bem que fez para o Santos vencer o São Paulo, sair com a cabeça erguida depois de nove meses. E mostra que sua 'linha dura' está arrumando o clube.

Wagner: revele um dos segredos mais protegidos da humanidade... Afinal, por que você saiu do Grêmio no ano passado. Você ganhou quatro jogos e empatou dois. A campanha era ótima...

Quer saber? Vou falar... Eu fui mandado embora porque não aceitei as ordens do ex-assessor de futebol do Grêmio, Paulo Pelaipe. Ele mandava em tudo e resolveu tentar escalar o meu time. Talvez pensando porque eu era novo na profissão quis dar palpites, ordens. Falei que não aceitaria interferência. Eu era o treinador e ponto final. Fui mandado embora por isso. As pessoas pensam que o futebol é moderno, mas ainda tem essas coisas: dirigentes querendo escalar times. Era melhor ele ter virado técnico. Não aceitei e não aceito interferência. O clube que me contrata confia em mim ou eu saio. Nunca falei antes porque achei a situação péssima. Mas é essa a verdade.

Por falar em verdade: você pediu a contratação de um goleiro para disputar a posição com o Fábio Costa?

Pedi. Os goleiros que eu tenho para a reserva dele (Douglas, Vladimir, Rafael) são inexperientes comparados a ele. Eu já falei com o presidente Marcelo Teixeira e vamos buscar um goleiro vivido, a altura do Fábio Costa. Até para quando ele não puder jogar por contusão ou suspensão, o time não sentir tanto. Eu gosto do Fábio Costa, conversei com ele sobre o que eu espero e quero dele no clube. Ele é um líder e eu espero dele força, que trabalhe comigo para o bem do Santos. Também sei que ele tem a personalidade forte. Mas isso tem de reverter do lado positivo. A nossa conversa foi sincera, olho no olho. Confio nele. Mas vou buscar um outro goleiro. Vai ser bom para ele ter uma sombra. E principalmente para o Santos.

Como você vê o Madson no time?

Ele é um jogador que bem colocado no meio de campo desequilibra. A sua movimentação constante abre espaço para ele e para os outros jogadores. Contra o São Paulo foi o meu principal atleta. O Madson tem um grande potencial para ser explorado. Ele é inteligente taticamente, rápido e objetivo com a bola nos pés. E também não desiste nunca. Isso anima, contagia o time.

Qual o estágio atual do Santos? O que trouxe de bom a vitória contra o São Paulo?

O time do Santos está passando a acreditar mais nele. Isso é fundamental. O time é competitivo, tem potencial, força física. Estava precisando de uma vitória em um clássico para poder levantar a cabeça e encarar com mais personalidade os adversários. Ficar nove meses sem ganhar clássico tira a confiança de qualquer equipe. O Molina é um grande exemplo. Ele agora sente seguro para tentar uma jogada, um drible. É isso que eu quero. Estou satisfeito com o que estou vendo. De verdade.

Você falou que iria adotar a linha dura. A saída do Márcio Fernandes foi motivada pela grande amizade que tinha com os jogadores...

Não sei disso. E nem quero falar sobre o que passou. Sei que as coisas agora estão em ordem. O treinador sou eu e as coisas estão indo como eu quero. Vim para o Santos para brigar por títulos, justificar o respeito que essa camisa merece no mundo todo. E farei o que tiver de ser feito para isso.

Por Cosme Rímoli às 09h36

03/03/2009

A dor é verde...

                                                                                                                            blogspot.com

Durou pouco demais a empolgação da alta cúpula do Palmeiras com a presença de Ronaldo no clássico de domingo contra o Corinthians.

A derrota para o Colo Colo por 3 a 1 jogou um balde de água fria no presidente Luiz Gonzaga Belluzzo e nos seus assessores mais diretos hoje no Parque Antártica.

Muitos conselheiros da situação e da oposição elegeram o mesmo responsável pela derrota: Vanderlei Luxemburgo.

As vaias e palavrões da própria torcida do Palmeiras, dirigidos ao treinador que nunca venceu a Libertadores, após o jogo tiveram um discreto apoio de decepcionados dirigentes.

Desde os quatro minutos do segundo tempo, o time brasileiro tinha um jogador a mais . E o time não reagiu. Pior. As bolas não eram cruzadas da linha de fundo.

Mas, da intermediária. E havia motivos.

Da esquerda, porque Armero estava suspenso. E da direita, porque não havia um lateral de ofício, apenas Capixaba improvisado. Uma falha na montagem do elenco.

Quem acompanha as transações do clube sabe que não houve empenho na contratação de um lateral direito, por exemplo. 

Coelho, no Bologna, foi sondado.  Fierro, lateral chileno que está no Flamengo, também.  E só. O clube apostou no improviso. De Capixada ou Wendel.

O motivo poucos entendem dentro do própria diretoria do Palmeiras. E da parceira Traffic.

"Nosso time levantou bola de longe. Esse não é o nosso jogo", desabafava Keirrison, irritado com os cruzamentos mal feitos. O que veio certo, ele marcou um gol.

A juventude do time pode ser um escudo de Luxemburgo.  Só que sua imagem saiu muito arranhada da partida de ontem.

O projeto era fazer um belo papel na competição sul-americana.

Todos apostavam no que dizia o técnico, que a equipe tem potencial para brigar pelos primeiros lugares.

Se o clube for eliminado na primeira fase da Libertadores, vencer o Campeonato Paulista não servirá como compensação.

As coisas ficarão difícieis para o octacampeão estadual.

Por Cosme Rímoli às 23h02

Palmeiras festeja Ronaldo em campo

                                                                                                                                blogspot.com

Embora estivessem com a atenção voltada para o importantíssimo jogo de logo mais contra o Colo Colo, a diretoria, Comissão Técnica e jogadores do Palmeiras adoraram saber que Ronaldo deve jogar em Presidente Prudente.

 Cada um com o seu motivo.

O presidente Luiz Gonzaga Belluzzo teve a certeza que toda a promoção que queria fazer para o clássico ganhou sentido.

 Foi ele quem criou a promoção de disputa de um troféu a cada jogo contra o Corinthians. Haverá até uma bola especial.

Com Ronaldo em campo, há a certeza também de que os 44.144 ingressos que serão colocados à venda amanhã se esgotarão.

 E o jogo terá a atenção da mídia internacional.

 Belluzzo deverá se reunir na quinta-feira com Andres Sanches na sede da Federação Paulista de Futebol e dar uma coletiva sobre o derby.

A Comissão Técnica e os jogadores querem ganhar do Corinthians com Ronaldo.

Como a classificação para as semifinais do Paulista está mais do que encaminhada, ter pela frente o Fenômeno só atiçou os ânimos.

 Vanderlei Luxemburgo colocará todos os titulares em Presidente Prudente, mesmo com seu calor africano.

 Keirrison quer abraçar o seu ídolo da infância.

 Uma vitória diante do Corinthians de Ronaldo, além da satisfação, traria ainda mais confiança ao jovem time que está ganhando entrosamento e autoestima.

Todos querem Ronaldo vestido de branco e preto no  domingo.

Por Cosme Rímoli às 18h35

A queda de Antônio Carlos

                                                                                                                 blogspot.com

A noitada de Ronaldo em Presidente Prudente derrubou Antonio Carlos. O diretor técnico saiu depois de uma reunião rápida com o presidente Andres Sanches. Não havia clima para a permanência dele como dirigente corintiano. Foi ele quem inventou o churrasco na sua mansão na cidade interiorana que foi acabar na boate repleta de mulheres chamada Pops' Drinks.

"Nós sabíamos que ele iria sair desde o sábado. No Parque São Jorge não se falava de outra coisa. Ele está saindo para proteger o Andres Sanches e o Ronaldo. Mas quer, saber? Eu fui diretor de futebol e sei como os jogadores se comportam. Se o Antônio Carlos não tivesse ido para a balada para buscar o Ronaldo eu tenho certeza que o jogador nem voltaria. A queda do Antônio Carlos veio para proteger o Andres", resumia o ex-diretor de futebol, Carlos Auricchio.

 Com a queda, Andres cuidará pessoalmente do futebol do clube. Pelo menos, por enquanto. Com todo esse ambiente ruim, o vice-presidente Mario Gobbi resolveu pedir férias.

No Parque São Jorge se comenta que Antônio Carlos decidiu ser treinador de futebol. A queda do dirigente foi uma vitória da oposição que foi humilhada por Andres nas eleições.

 

Por Cosme Rímoli às 13h22

Silas: um técnico criando casca...

                                                                                                                                     image.blingee.com

Silas.

Basta pronunciar esse nome bíblico que o torcedor do São Paulo se assanha. Lembra do sensacional time de garotos montado por Cilinho na década de 80.

 O clube do Morumbi vivia dificuldades financeiras e teve de apostar na mistura de jovens promessas, apelidadas de Menudos, com jogadores rodados, vividos.

 E deu certo: Muller, Silas e Sidney se juntaram a Careca, Pitta, Dario Pereyra e fizeram história. O auge foi a conquista do Brasileiro de 1986.

Depois, cada um seguiu o seu rumo. Silas foi presença constante na Seleção Brasileira e esteve nos Mundiais de 86 e 90.

 Juntou seu futebol moderno, objetivo com o bem relacionado empresário Juan Figer e fez o mundo. Teve uma carreira estável em bons times no Exterior, quando isso era raro.

 Atuou no Sporting de Portugal; Cesena, Sampdoria da Itália; na Argentina, defendeu o San Lorenzo; no Japão, jogou pelo Kashiwa Reysol e Kyoto Purple.

 No Brasil,além do São Paulo, no Brasil esteve no Inter, Vasco, Atlético Paranaense, Portuguesa.

Ganhou títulos, prestígio, dinheiro. Usufruiu.

Agora chegou a hora do 'perrengue'. Na evolução, seu carma exigia que viesse a ser técnico. Com todos os altos e baixos que a profissão traz.

Aos 43 anos e no início de carreira, ele já conseguiu uma façanha. Depois de rápida passagem no Fortaleza, ele desembarcou em Santa Catarina. Assumiu o Avaí no ano passado.

E, depois, de 29 anos, conseguiu levar o time da Série B para a elitizada Série A do Campeonato Brasileiro. Quase virou santo.

Leal ao seu contrato que termina no final de 2009, recusou sondagem do Santos e da Portuguesa, propostas do Vitória, Guarani, Ponte Preta, Barueri. Quase virou estátua.

Agora o Avaí pena para se recuperar da ressaca da classificação para a Série A do Brasileiro e faz campanha apenas razoável no Catarinense. Já tomou as primeiras pedradas.

Silas sabe que está sendo batizado. Às 7h45, antes do treino da manhã, ele deu exclusiva ao blog. Engoliu o café da manhã. Quem mandou ser técnico no Brasil?

Você poderia estar sossegado, ter uma vida tranqüila até financeiramente. Sua carreira como jogador permitiria. Como é ser treinador?

 É preciso ter estômago, ser forte.

 É uma profissão dura demais. Solitária. Você tem de liderar 40 pessoas de personalidade diferentes. Unir todas na direção de um objetivo. Sofrer pressão, críticas destrutivas de quem não acompanha o dia-a-dia e nem imagina o que acontece. Não sabe se você treinou de uma maneira a equipe e um jogador fundamental acordou indisposto e  te obriga a mudar todo o esquema. Sei que tudo isso faz parte do pacote, não é fácil. Mas eu enfrento porque acredito no meu trabalho, no projeto que traço para um clube.

Você sempre foi um jogador sério, determinado. Isso ajuda a enfrentar as pressões como treinador?

Sim. Eu me casei com 22 anos.

Tenho 21 anos de casado. Sempre soube o que queria na minha vida. Dormia no Morumbi quando comecei. Poderia ir morar fora, mas morava embaixo da arquibancada do estádio. Qualquer pessoa do mundo pode fazer o que quiser até as 11 horas da noite, horário que eu tinha de voltar para dormir. Sempre fui regrado. Guardei muito mais do que gastei. O fundamental na vida é saber o que você quer e seguir, sem se desviar do rumo, para alcançar. É preciso fazer planos e executá-los na vida.

Quais foram as suas influências?

Primeiro tudo o que vivi como o jogador.

 Que foi muito. Nos clubes, na Seleção Brasileira. Depois fiz uma mistura boa: o cuidado com os detalhes do Cilinho, a preocupação com a técnica que ele sempre teve e a juntei com o jeito metódico do técnico italiano Marcelo Lippi. Ele nunca abriu mão do plano tático, com o seu projeto de trabalho. E a seriedade acima de tudo. Da Argentina eu trouxe a importância de tirar tudo do seu estádio. Em casa não é para perder. Saber fazer uma união com a torcida. E deu certo. O Avaí não perde em casa há mais de um ano. Não perdeu nenhuma partida no nosso estádio na série B. O meu trabalho junta tudo isso.

Como você trabalhou para o Avaí subir para a Série A? Todos estavam falando do Corinthians e outros times...

Foi isso mesmo.

 Eu aproveitei o fato de o nosso time não ser badalado, ninguém comentava ou esperava que o Avaí subisse. A pressão estava nos outros clubes, mais tradicionais, mais ricos. Não vou negar: o futebol de Santa Catarina ainda está um degrau abaixo dos grandes centros por questões financeiras. Eu tratei de manter o grupo de jogadores comprometidos. Vários tiveram oferta para sair no meio do ano enquanto estávamos na Série B. Tiveram propostas para a Série A e times do Exterior. Fui claro com eles: usei até a minha experiência como jogador. Falei: "não saiam agora. Vocês estão investindo nas suas carreiras. Com o time subindo vocês poderão pedir muito mais dinheiro no final do ano". Eles acreditaram em mim. O time subiu, eles se valorizaram e alguns jogadores saíram ganhando bem mais do que se tivessem ido embora no meio do ano e com moral.

Esse foi o momento bom. E o que está acontecendo com o Avaí agora? O time foi apenas sexto no primeiro turno catarinense. No domingo perdeu da Chapecoense por 5 a 1. E aí, Silas?

É o outro lado da moeda.

 O Bernardinho da Seleção Brasileira de Vôlei definiu bem: é a armadilha do sucesso. Depois de uma grande conquista, a tendência humana é relaxar. Você pode cobrar, explicar, insistir, trocar jogador. É uma coisa que paira no ar. E só aos poucos vai embora. O time foi mal no primeiro turno, estava melhorando no segundo, estamos em terceiro, mas veio essa chacoalhada do Chapecoense. Vamos reagir. É um momento difícil, mas eu tenho de ser forte. Acreditar no meu projeto. Seria fácil virar as costas e sair por cima, como alguns amigos meus sugeriram, mas o que é sair por cima? Abandonar um projeto? Eu não vou ser esse tipo de técnico. Vou ficar. E fazer esse time voltar a jogar o que pode.

Mas recusar Santos, Vitória, Portuguesa, Guarani, Ponte Preta não é deixar de crescer?

Tudo tem seu tempo.

Sou uma pessoa leal. Tenho meu contrato, a diretoria do Avaí fez um projeto. Vamos contratar jogadores importantes para disputar a Série A. Atletas não trocaram de clubes para continuar comigo. O time vai crescer no Catarinense, vai brigar pela ponta. Como é que eu vou abandonar tudo na primeira dificuldade? Segui a minha consciência e meu plano de trabalho. Vou ficar no Avaí e ter a satisfação de manter o time na Série A do Brasileiro. A permanência será importantíssima para que em dois ou três anos o clube se torne uma força nacional. Não me arrependo de te dito não a outros clubes. Meu momento é aqui no Avaí.

O fato de ter sido um dos primeiros atletas de Cristo e hoje treinador evangélico o faz diferente?

Não.

 E não quero que as pessoas me encarem assim. Tenho a minha fé e tenho a minha profissão. Como diz o Ricardo Rocha: "Conhaque é conhaque. E conhaque é conhaque". Ou seja: cada coisa é bem diferente da outra. Eu posso ter uma visão diferente. Não preciso gritar, humilhar ninguém para cobrar. O Cuca foi treinador do Avaí e quando perdia um jogo fazia a equipe treinar no dia seguinte às 6 da manhã. Acredito que isso não adianta nada. Não é assim que se lida com os outros. Dou dura e firme quando precisa. Fui jogador e se que sem duras o time não anda. Mas eu respeito a outra pessoa. A minha formação me dá base para ser exigente ao extremo sem ter de humilhar. Os jogadores sabem muito bem disso e me respeitam. Não pela minha fé, minha convicção fora do futebol, mas como treinador. E eu continuo com a minha fé e a vida segue. O que sinto é que estou crescendo como treinador e como pessoa.

E este lado folclórico do Avaí ser conhecido nacionalmente apenas como o time do Guga?

Isso é uma distorção.

 O Avaí tem uma história importante e merece ser reconhecido como um grande clube brasileiro. E ser o time do Guga é um privilégio. As pessoas não param para analisar com calma. Ele foi um dos grandes gênios da história do esporte mundial. Um brasileiro número um do tênis. É um absurdo o que ele conseguiu. E a visão que se tem de fora, de que ele seja uma pessoa inatingível é bobagem. Ele vem aqui no Avaí de chinelo e bermuda torcer. E de vez em quando passa a tarde jogando dominó com funcionários do Avaí.  Só no Brasil acontece situações assim.

 Você fica no Avaí até quando?

Meu contrato vai até o final do ano.

 Vou cumprir o meu contrato. E trabalhar muito pelo Avaí. Não quero me desviar do projeto que traçamos aqui. Podemos estar em um momento difícil. 

Mas também sei que vamos passar por ele. O Avaí está crescendo como clube, seguindo um projeto ousado que vai mudar sua história.

 E eu estou criando casca como técnico.

Tenho muito o que crescer. Mas com calma, planejamento.

 Sem abandonar projetos no meio.

 Não sou assim.

Por Cosme Rímoli às 09h09

02/03/2009

Guerra fria no Morumbi

                                                                                                                                       blogspot.com

Descontentamento no São Paulo.

Dagoberto e Washington não se acertam nem nos treinamentos.

Os dois atacantes perceberam que, no momento, Borges é intocável como titular.

Ambos sentem que brigam pela outra vaga.

 Contra o Santos só deixaram claro a rivalidade, a ansiedade que a disputa está provocando.

Todos no elenco tentam acalmar os dois. Evitar que falem algo que passe do limite.

 Mas o problema crônico é a perspectiva com que a dupla imaginava o ano no Morumbi.

Dagoberto tinha certeza que, por haver acabado bem o ano passado, e ainda pelo São Paulo não ter aceito nem conversar sobre uma transferência para a Rússia, teria toda a oportunidade de atuar como titular.

Sonhava com Seleção Brasileira. Estava muito animado.

Washington por outro lado sentia que teria a grande chance na sua carreira.

 Finalmente depois de tanto sofrer iria atuar em um time grande paulista e com toda a estrutura.

 O São Paulo atropelou o Grêmio e Fluminense e ofereceu R$ 2 milhões de luvas para o atacante.

 Washington se sentiu valorizado como nunca na carreira. Tinha absoluta certeza que seria o grande artilheiro do time.

 E que haveria até um esquema tático montado para lhe favorecer.

Só que havia Borges no meio do caminho dos dois.

 É titular absoluto. Com justiça. Pelo que está treinando e jogando.

 A disputa entre Washigton e Dagoberto está no seu momento mais tenso.

Muricy Ramalho? Acompanha tudo com a maior atenção possível.

 Até gosta da disputa.

 Não quer excessos, manda o auxiliar Milton Cruz acalmar os dois.

 Frio, ele não pretende definir nenhum como titular.

 Vai usar de acordo com o adversário.

 Quem não tiver paciência e sangue frio que fique de olho na janela do meio do ano para a Europa.

Por Cosme Rímoli às 22h39

"Eu sou f..."

                                                                                                                          blogspot.com

1m60, oficialmente. 1m56, 'no máximo', para os companheiros de time.

A verdade é que Madson se tornou o menor jogador a vestir a camisa de Pelé, a 10 do Santos, na história. Nunca houve alguém tão baixo.

"Quando vi que contra o Marília eu seria o 10 me deu um frio na barriga. Pensei: 'vou por a 10 do Rei do futebol mundial'. Senti na hora que tinha vencido, tinha virado um jogador profissional de verdade."

Aos 22 anos, Madson mistura sinceridade com pitadas de ingenuidade. Sofreu muito para chegar onde está.

 Mas é absolutamente espontâneo. Até demais.

 Como é possível perceber na entrevista exclusiva ao blog feita hoje no começo da noite.

Como é que você virou jogador de futebol?

Foi duro. Eu só sentia que poderia fazer isso na vida. E eu tive de batalhar muito. Comecei a jogar futebol de salão, onde desenvolvi minha habilidade e minha velocidade com a bola nos pés. Meu pai trabalhava na Companhia Siderúrgica Nacional. Fazia aço. Minha mãe não trabalhava. Eu tinha três irmãos. Fui criado por um tio. Com 12 anos fiz teste no Flamengo e passei. Não fiquei porque não tinha dinheiro para ir de Volta Redonda para a Gávea todos os dias. Depois me aventurei fui para Londrina atrás de um time que tinha convênio com o Japão, não deu nada certo. Até que fui jogar um campeonato amador e me viram em campo e me levaram para o Volta Redonda. Assinei um contrato de quatro anos. Mas fui muito sacaneado.

Como assim? Explique.

Olha, o que aconteceu comigo acontece com muitos jogadores pelos times menores do Brasil. Pela carteira eu ganhava R$ 260,00. Na hora de receber, me davam R$ 130,00. Alguém embolsou  metade do que eu ganhava por dois anos. Eu reclamava e nada. Até que um dia resolvi trabalhar com um empresário, o Léo Rabelo. Foi ótimo. Nós processamos o Volta Redonda e ficamos com os meus direitos federativos. Foi fácil. No contracheque estava registrado R$ 260,00 e no cheque que me davam R$ 130,00. Imagino quanta gente não sofre esse tipo de sacanagem até hoje.

E de lá você foi para o Vasco?

Sim. Passei a treinar no Vasco só que as coisas estava difíceis. Ganhei R$ 1.000,00 por dois anos. Não tinha lugar no time. Fui emprestado para o Duque de Caxias. E lá fiz uma grande besteira.

Qual foi?

Resolvi fazer uma tatuagem no meu braço direito, perto do cotovelo. Cheguei cheio de empolgação. Pedi para o tatuador escrever o meu nome bem grande. Nome que nem eu, nem minha mãe temos a menor idéia de onde veio. Madson? Nome esquisito, né? Bom, mas fiz a tatuagem. Depois eu quis completar. Lembrei que meus companheiros de Duque de Caxias me chamavam de fera. Então pensei: "Madson é fera". Perfeito. Só que na hora eu me empolguei. Mandei o tatuador ir muito além. Sabe o que eu escrevi? "O Madson é foda". Na hora eu tinha visto que exagerei. Quando vi aquela tatuagem enorme no braço,pensei: "Meu Deus...e agora?". Mas fazer o quê? Sou assim mesmo. Dá vontade, eu faço. Me acho bom mesmo. Bom, não. Ótimo. Quem não confia em si, está morto. Pode ser no futebol ou em qualquer outra profissão. Eu sou bom. Eu sei que sou bom. E carrego a tatuagem numa boa...

E depois do Duque de Caxias?

Fui para o América de Natal. Fui bem para burro, lá. Só que o Vasco me chamou. E comecei a ter chances de verdade. Só que tudo se complicou e o time foi rebaixado no Brasileiro.

Por que o Vasco caiu?

Havia uma grande desunião no time. Foi por isso. Cada um pensava de um jeito. Vou falar o pior: nunca atrasou salários no Vasco. A culpa foi falta de foco. Ninguém sabia o que o time queria do Brasileiro. Quando acordamos já não dava para fazer nada. Mesmo assim, lutamos muito para não sermos rebaixados.

O mais irônico foi que você se destacou em meio ao rebaixamento. O Edmundo foi um bem ou um mal para o Vasco durante o processo que acabou no rebaixamento?

Vamos por partes. Eu me destaquei mesmo com o time caindo. Sabe o por quê? Por correr feito um louco para tentar evitar o rebaixamento de qualquer maneira. Chorei muito, fiquei desesperado com a queda. Fiquei sem dormir. Pensava na grandeza do Vasco e no fato que minha carreira ficaria marcada para sempre por fazer parte do time rebaixado. Demorei  tanto para ganhar um lugar no time e quando ganho, o Vasco é rebaixado. Ah, não dava para acreditar. Já em relação ao Edmundo eu vou falar o que eu vi. Ele correu, lutou, falou, pediu, deu força. Fez tudo para o Vasco não cair. Se depois ele disse que o Vasco tinha grupinhos para lá e para cá, não é problema meu. Mas eu o vi lutar demais pelo nosso time.

Como é que você acertou com o Santos?

Ah...Foi o meu empresário. Primeiro tenho de agradecer a confiança do presidente Marcelo Teixeira. Não é puxação de saco, não. Jornalista não sabe: jogador rebaixado fica marcado. As pessoas perdem a confiança. Mas a diretoria do Santos acreditou em mim. E eu tenho de retribuir fazendo o máximo que eu puder. Essa contratação foi ótima para mim.

E você já percebeu como são as coisas. Mal o ano começou e o Márcio Fernandes já foi demitido e chegou o Wagner Mancini...

É...aqui o couro come. Todos querem que o Santos volte a ser aquele time grande que ganhava um monte de títulos. É por isso que eu vim. E acho que fiz a coisa certa. O nosso time vai dar o que falar. Nosso goleiro é bom. Nossa zaga desce a marreta. Temos dois volantes que sabem ir para o jogo. E nós, do meio para a frente, corremos como uns loucos. O Santos ataca demais em velocidade e marca bem. Nosso time é forte e competitivo. Dá para brigar com qualquer um na disputa dos títulos do Paulista, Copa do Brasil e Brasileiro. Estou falando isso de verdade. Não é da boca para fora.

Como é que você se sente como o menor camisa 10 da história do Santos?

Menor camisa 10 é sacanagem sua...Mas o pior é que está certo. Eu só posso dizer que o susto da camisa 10 passou. Ela está linda em mim. Fui no Memorial do Santos e vi o que o Pelé fazia.  Cada gol que parece mentira. Se eu fizer 1% do que ele fez, a torcida vai me adorar. Mas não vou decepcionar, não.

Como é que foi ganhar do São Paulo?

Excelente. Me falaram que o Santos estava há nove meses sem ganhar clássico. Hoje estamos mais confiantes. Precisamos de vitórias assim para nos dar moral. Vamos chegar na decisão do Paulista muito bem. Pode ter certeza disso.

Você conheceu o Pelé?

Ainda não. Vi ele ontem do campo. Vi que ele estava lá longe, no seu camarote. Quero logo conhecê-lo. Até agora o melhor jogador que conheci e fiquei muito emocionado foi o Ronaldo. Foi em um programa de televisão. Fiquei emocionado. Eu cresci vendo ele jogar. Ficava imitando os dribles dele no futebol de salão. Ele foi meu ídolo. Adorei ganhar um abraço dele.

E a última, infalível: é duro ser jogador de futebol sendo tão baixo?

Não. Sabe porque? Porque quando estou com a bola dominada, não há altura, não há nada que me impeça de jogar o que eu sei. E para o seu conhecimento já marquei gols de cabeça. Futebol é agilidade. E isso eu tenho de sobra.  Durante o jogo até esqueço que sou baixo. Vim para o Santos para fazer sucesso e é isso que vou fazer nos meus três anos de contrato. Eu acredito muito em mim. Não se esqueça: eu sou fera...fera, veja lá o que vai escrever...

Por Cosme Rímoli às 18h53

Olha o poder do marketing,Ronaldo...

                                                                                                                                       wp-contents/phelps

Para quem acredita ainda que tudo aquilo que o atleta faz na sua vida particular não importa.

As três baladas públicas que Ronaldo fez desde que chegou ao Corinthians repercutiram na imprensa mundial.

 Tanto a feita na boate Pink Elephant, como a ter acompanhado até de madrugada o desfile das Escolas de Samba do Rio de Janeiro, como a da famigerada Pop's Drinks de Presidente Prudente.

 Jornais espanhóis e italianos não pouparam o atacante. Pelo contrário, lamentaram o caminho escolhido por ele perto do final da carreira.

"Lógico que tudo que ele está fazendo espanta o patrocinador. Causa rejeição. Quem quer seu produto associado a uma pessoa que só quer saber de balada? Mulheres? Escândalos? Que não se respeita como atleta e também não respeita o clube que está."

 A análise é do candidato da oposição à presidência corintiana, Osmar Stabile.

Um caso do poder de marketing esportivo negativo abala os Estados Unidos.

Uma gigantestca rede de supermercados começou uma campanha avassaladora nos Estados Unidos.

Para enfrentar o boicote que a Kellogg's está enfrentando em relação ao maior nadador da história mundial: Michael Phelps.

Depois de ele ter sido flagrado fumando maconha, o contrato de patrocínio foi rompido sumariamente com a empresa.

Como a rede de supermercado havia comprado milhões de caixas de cereais com a foto de Phelps se viu em um impasse.

A população norte-americana começou a boicotar os sucrilhos para não ver o rosto do nadador com as medalhas olímpicas.

E reagiu, não se importando com o prejuízo. Preferiu ficar com a imagem limpa: quem comprar uma caixa com a foto do nadador, ganha outra, de graça.

 Em crise, os americanos estão comprando, mas rasgando as caixas, as jogando no lixo nos supermercados, e só levando os cereais para casa.

 Ronaldo não usou drogas, mas o desgaste na imagem também é imenso. A rejeição a ele cresce entre os próprios torcedores corintianos.

Basta registrar a baixa na venda de camisas do clube estampando o nome Ronaldo. Elas também sumiram dos estádios. São sinais evidentes de rejeição.

Com a palavra o departamento de marketing do Corinthians.

 Aquele departamento que havia previsto um patrocínio de mais de R$ 30 milhões anuais na camisa e um ano fenomenal...

Por Cosme Rímoli às 12h54

Roth ou Renato Gaúcho?

                                                                                                                                     riogrande.com

A situação de Celso Roth está mais do que desconfortável no Grêmio após a derrota de ontem para o Internacional. Perder a decisão do primeiro turno do Campeonato Gaúcho por 2 a 1 doeu e abalou pela maneira que o Grêmio foi escalado.

 A diretoria não perdoa o esquema defensivista demais de Roth. Os dirigentes sonhavam em humilhar o rival conquistando a taça que leva o nome Fernando Carvalho. Adorariam ver o ex-presidene do Inter entregando o troféu aos gremistas.

Os números apertam o laço no pescoço de Roth. É o sexto Grenal que seu time não consegue vencer. E, por qualquer lado que esteja, Roth disputou sete Grenais contra Tite. Não venceu nenhum.

Outro problema e temor é que o segundo turno do Gaúcho leva o nome do ex-presidente gremista Fábio Koff. Ele já falou a amigos que não quer, de jeito nenhum, entregar a taça aos colorados.Prefere sair galopando pelos Pampas.

 Roth se defende dizendo que o Grêmio fez cinco partidas em oito dias.

 Porém, poucas pessoas influentes lhe dão ouvidos. Pelo contrário, até. Um nome passa a ser ouvido com frequencia nos corredores do estádio Olímpico: o do eterno ídolo Renato Gaúcho.

Roth que se cuide...

Por Cosme Rímoli às 10h08

Ciro, objeto de desejo no Sport

                                                                                                                        sitefavorito.com.br

O Sport Recife está vivendo a mesma situação que o Palmeiras. Descobriu um atacante raro, talentoso, rápido, inteligente, diferenciado( a análise é de Nelsinho Baptista). E assim como

Keirrison, já é cobiçado. E muito. Observadores do São Paulo, Internacional, Grêmio, Panathinaikos e, do próprio Palmeiras, têm relatórios cheios de adjetivos elogiosos a Ciro.

Jogador de apenas 19 anos, ele é tratado com empolgação pelos dirigentes pernambucanos. Assim como Vanderlei Luxemburgo recomendou à diretoria palmeirense e da Traffic que segurassem Keirrison, o técnico do Sport insiste que Ciro deve fazer 'história' em Pernambuco. Pelo menos por dois anos.

Nelsinho tem ficado furioso com o vazamento do interesses dos clubes no seu mais brilhante jogador. Só que além de reconhecer o talento de Ciro, ele vê grande dose de maldade. 

"Isso está saindo na imprensa para desestabilizar o Sport. Nosso time está mais do que pronto para fazer uma ótima campanha na Libertadores e no Pernambucano. E isso está incomodando muita gente. O Ciro é um menino. Mas vamos protegê-lo. Ele não vai se abalar. Pode deixar comigo."

Por Cosme Rímoli às 08h53

01/03/2009

Ele manda no Palmeiras....

                                                                                                                                blogspot.com

Luiz Gonzaga de Mello Belluzzo. 66 anos.

Conselheiro político do presidente Lula. Membro do Conselho de Administração de Administração da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F). Conselheiro da mantenedora da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo. Foi chefe da Secretaria Especial de Assuntos Econômicos do Ministério da Fazenda (governo Sarney) e secretário de Ciência e Tecnologia do Estado de São Paulo (governo Quércia). É fundador da Facamp (Faculdades de Campinas).

Todos esses cargos não importam. O que conta no futebol é que seu novo emprego: presidente do Palmeiras.

Em uma hora e meia de entrevista exclusiva ao blog, várias revelações.

 Garantiu, hoje pela manhã, que que Keirrison não será vendido de jeito nenhum no começo do ano. Assumiu o grande erro que foi vender Henrique para o Barcelona. Antecipou a construção de um Centro de Treinamento de verdade para a categoria de base. Falou sobre a necessidade da conquista da Libertadores da América para trabalhar em paz. O desejo de ter a Itália jogando duas partidas da Copa do Mundo de 2014 na nova arena que o clube irá construir. E o primeiro tijolo será colocado no início do segundo semestre.

 E a reaproximação de vez do Corinthians, com direito a uma reunião com o presidente Andres Sanches, quinta-feira, na sede da Federação Paulista de Futebol.

Deixou até escapar que Marcos está fora do clássico e que não conta com a estréia de Ronaldo em Presidente Prudente.

Vamos direto ao Keirrison. Ele será vendido no meio do ano?

Não. Eu quero que ele fique por pelo menos um ano no Palmeiras. Existem lucros imediatos que se transformam em prejuízos a longo prazo. Foi o que fizemos com o Henrique. A Traffic não queria vendê-lo no ano passado. Fomos nós, Comissão Técnica e diretoria palmeirense, que quisemos aceitar logo a proposta do Barcelona. A proposta foi boa, houve lucro (a Traffic o havia comprado por R$ 5 milhões e o negociou depois de apenas quatro meses por R$ 26 milhões), mas perda significativa para a equipe. Aprendemos sofrendo gols e perdendo jogos. O Henrique chegaria à Seleção Brasileira e teríamos muito mais lucro o negociando pouco tempo depois. Não iremos cometer o mesmo erro com o Keirrison. Sei que o empresário dele falou com você e disse que se aparecer uma boa proposta não tem como não vendê-lo agora no meio do ano. Mas essa é a visão do empresário. Eu tenho de olhar o clube. O Keirrison não sai antes de um ano. Ele sabe que marcar 12 gols pelo Coritiba é uma coisa. E marcar 12 gols pelo Palmeiras é outra. Ele está sentindo a sua valorização. Isso vai valer para o futuro. Ele ainda irá para a Seleção Brasileira e vai amadurecer. Ele não saí no meio do ano. Vai disputar o Brasileiro pelo nosso clube. Isso é questão fechada. É o presidente do Palmeiras falando.

Por que continuar a trabalhar com a Traffic? O Palmeiras virou um clube de aluguel? Mera vitrine para valorizar jogadores?

Essa é uma questão que precisa ser vista de maneira inteligente. O Palmeiras não tinha condição de montar um time tão forte se não fosse a Traffic. A parceria com a Traffic é necessária e bem diferente da Parmalat. Primeiro porque a Traffic gerencia a carreira dos seus jogadores e não engarrafa leite. A intenção dela e a nossa é simples: montar uma equipe forte, ganhar títulos e obter receitas. Com um time vitorioso os patrocinadores são mais generosos. As camisas vendem mais. Os torcedores vão mais no estádio. As tevês querem mostrar mais jogos. A parceria é mais do necessária. Basta pensar um pouco. E nos adequamos, aprendemos. Os jogadores irão sair quando for bom para a empresa e bom para o Palmeiras. O meu clube não é de aluguel e mera vitrine. É um clube moderno que tem uma parceria moderna.

O Vanderlei Luxemburgo ficou só porque você acabou eleito. Por quê?

Porque nós traçamos um plano de trabalho. Ele e a minha diretoria. Deu tudo certo. Nós contramos uma equipe jovem e o homem certo para trabalhar essa equipe é o Luxemburgo. Tanto que ele está conseguindo antecipar metas. O time está entrosado e rendendo tanto antes do tempo graças a ele. Ele é o treinador adequado ao momento do Palmeiras. E o Palmeiras é o clube adequado para ele agora.

Se o Palmeiras vencesse a Libertadores o que significaria para o presidente do clube?

Muito. Além da conquista que seria sensacional em todos os aspectos, existe um bem particular para mim. Eu teria muito mais condições de fazer as reformas que a administração moderna mande que eu faça no Palmeiras. Eu estou sentindo resistências. Muitas pessoas não querem que elas sejam feitas porque não conseguem enxergar. Por exemplo, o Palmeiras precisa ser informatizado. O sócio que quiser pagar suas contas no débito automático ou com cartão poderá fazê-lo. Hoje não pode e o clube joga dinheiro no ralo. Vou antecipar uma coisa muito importante: estou com três currículos para analisar. Vou contratar um grande executivo para administrar as várias contas internas do Palmeiras. Gerir como empresa mesmo. Não será qualquer pessoa, será um ótimo executivo que vai modernizar a administração. O que acontecia no Palmeiras e na grande maioria dos clubes era o seguinte: os cargos eram dados politicamente. Para acomodar a situação e perpetuar o presidente. Eu não quero isso. Estou enfrentando resistência, mas vou mudar o clube. Se não for assim não tem sentido eu ser o presidente. Não fui eleito para fazer política. Quero modernizar o Palmeiras que, como empresa, está atrasado. Assim como a maioria dos clubes brasileiros. Quero que o Palmeiras sobreviva independente e não siga o caminho da insolvência como tantos outros, que existem mas são impossíveis de administrar.

Qual é a dívida do Palmeiras?

Devemos cerca de R$ 37 milhões. Temos potencial para arrecadar cerca de R$ 100 milhões. É só preciso modernizar, parar de perder dinheiro. Usar o potencial do clube. Só isso. Qualquer administrador médio enxerga as falhas e vícios dos clubes de futebol. Só é preciso ter coragem e apoio para tocar em frente.

O que está mais está atrasado no Palmeiras que o incomoda?

Vou te contar: por mês são dez milhões de pessoas do mundo inteiro que colocam no google as palavras Sociedade Esportiva Palmeiras. Nós não exploramos esse potencial. Não temos um site à altura dessa procura. Não temos uma TV Palmeiras para mostrar treinos exclusivos, entrevistas exclusivas, que mostre a intimidade do time como na Europa. Tudo isso traria dinheiro ao clube. Vamos corrigir esse atraso. O mundo mudou. As pessoas precisam perceber isso de vez.

O Palmeiras vai seguir o exemplo do São Paulo e construir de vez um grande Centro de Treinamento para a categoria de base?

Não só do São Paulo, mas de todos os clubes que construíram um CT para os garotos. Vamos usar sim a lei do incentivo fiscal. Mas não quero que o Palmeiras se beneficie, deixe de pagar impostos só para fazer jogadores. A minha formação é de educador. Eu vou formar o menino para que, se ele não virar jogador de futebol, tenha de verdade uma outra profissão. Não só robôs que pensem apenas em bola. Vou fazer um trabalho para a sociedade.

 A atual situação é horrível. Os meninos treinam em Guarulhos, voltam para almoçar perto do Parque Antártica e depois voltam para treinar em Guarulhos. Viajam cerca de 70 quilômetros todos os dias...

É realmente um absurdo. Já houve até acidentes terríveis nesse trajeto que nem gosto de lembrar...(Leonardo, filho do ex-jogador Jorginho, morreu caindo de uma moto fazendo esse caminho. Ele treinava no Palmeiras). Isso não vai mais acontecer! Fico indignado com essa situação! Chega de expor esses meninos! São 80 garotos indo de lá para cá nas marginais de São Paulo. Isso não existe! Vamos fazer o mais rápido possível. Deverá ser em Guarulhos, mesmo.

E a arena? Você quer a Itália jogando no novo Parque Antártica durante a Copa de 2014?

Eu tenho uma reunião marcada para quinta-feira com Walter Torres. Vamos acertar os últimos detalhes burocráticos. A nossa previsão é que o primeiro tijolo seja colocado no início do segundo semestre e a obra concluída em 2011. Vai ser tempo mais do que suficiente para que a arena seja o palco de duas partidas da Itália na Copa do Mundo de 2014. Tenho muita confiança que isso aconteça. Mas muita confiança mesmo.

O que você acha da elitização dos estádios. O Palmeiras já tem seu camarote para os ricos...

Sim, tem e está sendo lucrativo. Mas eu não esqueço que o futebol tem uma função social muito importante. A classe menos favorecida sempre terá lugar no Parque Antártica. Mas quem puder pagar mais para ter conforto, comida e bebida melhor, vai frequentar também o nosso estádio. Isso é uma questão mundial e não elitista. É fonte de renda.

E os direitos de transmissão?

Eu conversei muito com o Marcelo Campos Pinto que é o responsável pela Globo. Reclamei, acredito que os clubes precisam ganhar mais. E também vou acompanhar mais de perto os pacotes

que a Globo vende do pay-per-view. Os clubes precisam receber mais pelos jogos mostrados ao vivo em São Paulo. E acredito em um trabalho conjunto com outros clubes. Quanto mais unidos e fortes estivermos, mais poderemos questionar e ganhar mais.

Por falar em união: e o clássico de domingo contra Corinthians?

Eu e o Andres Sanches nos encontramos e vamos nos reunir de novo na quinta-feira, na sede da FPF. Vamos fazer dos nossos clássicos jogos mais especiais do que já são. Cada partida valerá  um troféu. Ficará definitivamente com ele o clube que vencer três vezes seguidas ou cinco alternadas. O torcedor gosta e valoriza. Nós iríamos mandar o Marcos para uma visita ao Parque São Jorge e o Ronaldo iria nos visitar no Parque Antártica. Mas como o Marcos já está vetado para essa partida, o plano precisa ser reestudado. E pelo que sei também não tenho mais certeza que o Ronaldo irá estrear contra nós. Mas o Palmeiras e Corinthians não precisam do Ronaldo para encher qualquer estádio.

Você está fazendo muita coisa. Já está pensando em reeleição?

Por favor...Nem fale nisso... Minha cabeça está voltada para muitas outras situações. Ainda faltam dois anos. Não me venha com mais problemas... Já chega os  que eu tenho... 

Por Cosme Rímoli às 11h57

Troca de técnicos no Paulista nesta manhã

                                                                                                                                goluck.files

 Notícia fresca e, até agora, exclusiva. Dança de cadeiras no Campeonato Paulista. Estevam Soares acaba de assinar contrato com o Barueri. Ele deixa o Guaratinguetá onde trabalharia apenas mais dois meses.

Ele acertou até o final do ano e irá disputar a Série A do Campeonato Brasileiro. Leva a sua comissão técnica: o preparador físico Lino Fachetti e o auxiliar Gerson Sodré.

A idéia da diretoria do Barueri de manter três treinadores dirigindo a equipe no campeonato naufragou. Muitas cabeças para decidir não deu certo.

O ano está movimentado para Estevam. Ele foi dispensado da Portuguesa depois de disputar apenas uma partida no Paulista. Foi para Guaratinguetá, assumiu a equipe em 18° e a

deixa em 13º.  Venceu o Caxias pela Copa do Brasil. E agora vai para o Barueri. Isso tudo em menos de dois meses.

 O primeiro objetivo de Estevam é convencer Pedrão a ficar no Barueri e esquecer a proposta santista. As tendinites do atacante devem passar.

(Em tempo: Márcio Araújo é o novo treinador do Guará.)

Por Cosme Rímoli às 11h27

Sobre o autor

Trabalhou, com orgulho, por 22 anos no Jornal da Tarde.Cobriu as últimas quatro Copas do Mundo, cinco Eliminatórias para a Copa, quatro Copas América e dezenas de finais entre Libertadores, Brasileiros e Campeonatos Paulistas.

Sobre o blog

Cosme Rímoli aborda os bastidores do futebol, entrevista personagens significativos e analisa o que ocorre dentro e fora dos gramados.