
O presidente do Corinthians está chocado.
Ele não esperava o óbvio.
Não exergou um palmo a frente do nariz.
Com seu diretor de futebol insistindo a cada instante que 'futebol é business', Andres Sanches quebrou a coluna vertebral do Corinthians.
O presidente não foi presidente.
Quando Cristian, André Santos e Douglas tiveram propostas para sair, o dirigente teria de ser dirigente.
Negociar, oferecer aumento, ser criativo, buscar parceiros.
O uniforme do clube já está loteado, o que custaria oferecer mais um espaço para anúncio para manter o trio?
Será que era impossível segurar jogadores que choraram na despedida?
Não.
Andres quer o novo.
Até por uma questão de autopromoção, ele quer trazer novos jogadores ao Corinthians.
E consagrados.
Para disputar a Libertadores no ano do centenário, pesou mais a embalagem.
O Corinthians que venceu o Paulista de forma invicta e a Copa do Brasil não servia.
Pouco importava o entrosamento.
A altíssima eficiência do time.
Como um cirurgião, Andres parece ter calculado quais jogadores sairiam que arrebentariam o time.
A reação da sua torcida foi imediata.
Agressão ao homem que enxerga o futebol como mero business.
Cadeirada nele em pleno Parque São Jorge.
Protestos dos torcedores.
Pichações no clube.
Pouca gente no estádio.
Clima de desconfiança.
Jogadores com potencial mediano como Bill.
Apostas de alto risco como o paraguaio Balbuena.
Ex-ídolos tentando a readaptação como Edu.
Derrotas lamentáveis como a diante do Náutico.
E Andres continua a falar.
Procura em cada veículo de comunicação jurar que o time será até mais forte na Libertadores.
Andres nunca foi e nunca será treinador.
Não sentirá na pele como é dificíl fazer as peças se encaixarem.
Ter o prazer de montar uma equipe, onde os jogadores não precisam se olhar para tocar a bola.
Que o adversário não saiba como marcar.
Respeite.
A perda de Ronaldo também atrapalha muito.
Mas, ele volta.
E os outros?
Andres conseguiu atrapalhar demais os próprios passos.
Presidente precisa saber dizer não.
Enfrentar situações.
Não balançar a cabeça, dar de ombros e dizer que 'futebol é business'.
Se fizesse isso, não teria de dar tanta explicações.
Em um ano tão vitorioso, ser tratado como um derrotado.
Como alguém que só causou decepção.
Esse é o mundo do futebol.
Não queria ser presidente do Corinthians?
Não escolheu seu vice de futebol, o do 'business'?
Agora, que arque com as conseqüências de sua ambição.
Para o bem e para o mal.
No portão do Corinthians foi escrito com todas as letras, o cruel apelido do presidente, que circula nas arquibancadas e tribunas do Pacaembu.
Andres Desmanchez...
Por Cosme Rímoli às 13h32

A primeira demissão de um clube grande.
Que o diga Márcio Fernandes.
Ele comandou o Santos por sete meses.
Salvou o time do rebaixamento no ano passado.
Em seguida, sucumbiu à fogueira de vaidades que dominava o clube.
"Não teve jeito.
Eu ganhava sete mil reais e tinha de dar ordem a jogador que ganhava muito mais do que eu.
Treinador que sai dos juniores para o principal não é valorizado por ninguém.
Bastou uma briga do Fábio Costa com o Fabiano Eller que o mundo caiu nas minhas costas.
Muita gente vem com essa conversa de treinador sem comando.
Se eu não tivesse comando não ficaria sete meses no Santos.
O Mancini ficou quatro.
E ele é mais vivido do que eu.
O problema não estava no treinador.
Mas, em algumas peças do grupo.
Peças que trabalharam contra mim, mas quando me encontram na rua, me dão beijos.
Assim é o futebol."
Vamos começar pelo que não ficou explicado.
Fábio Costa sabotou o seu trabalho?
O Fábio é um ótimo goleiro.
Ele tem a personalidade forte e uma grande ligação com o presidente Marcelo Teixeira.
Comigo estava tudo bem, até que, infelizmente, ele brigou com o Fabiano Eller.
A briga acabou respingando em mim.
Prejudicou o grupo.
E o meu trabalho.
Nós estávamos em uma boa condição no Paulista.
A briga deu a impressão a todos que o time estava uma bagunça.
O que nunca foi verdade.
O Fábio Costa é intocável no Santos?
Pode fazer o que quiser?
Eu já disse.
Ele tem uma liderança grande demais.
E a ligação que tem com o presidente talvez o deixe mais confiante.
Ele é um grande goleiro, deveria se preocupar mais em jogar e deixar o resto para lá.
Sua força pode servir para deixar o ambiente muito bom.
Ou não.
E ele sabe muito bem o poder que tem.
É verdade que o Fábio mandou colocar vidro fumê no quarto da concentação e cobrou do Santos?
Que tem as suas iniciais em uma vaga do estacionamento e ninguém pode parar a não ser ele?
Não vou entrar em detalhes.
O Fábio tem seu espaço no Santos porque o presidente do clube permite.
Quem sou eu para questionar o que o presidente faz...
Eu não tenho nada pessoalmente contra o Fábio.
Nada.
Só não posso negar o enorme poder que ele tem no Santos.
E sei que o Fábio e o Vanderlei já estão se dando muito bem.
Eles se entendem.
Como é que foi a briga entre o Fábio Costa e o Fabiano Eller?
Eu estava reunido com os meus auxiliares, o Nenê e o Serginho, quando ouvimos o barulho.
Foi logo depois da partida contra o Marília.
Quando chegamos, ele já estavam separados.
Mas, o estrago estava feito.
Mesmo com o time jogando bem, sem grandes reforços.
E ainda perdendo atletas que eu gostaria que continuasse no clube, como o Kléber.
E ele não queria sair.
Várias coisas aconteceram que me prejudicaram.
Eu preservei o clube e até hoje não vou me aprofundar.
As pessoas que comandam o Santos sabem o quanto fui prejudicado.
Quando houve a briga foi a gota d'água.
A imprensa soube, divulgou e a minha permanência ficou impossível até por uma questão política.
Como assim?
Na demissão, o presidente Marcelo Teixeira me disse que estava sendo muito pressionado pela oposição.
O Conselho Deliberativo também estaria exigindo a minha saída.
O Marcelo disse que, por ele, gostaria que eu ficasse.
Mas, não poderia se prejudicar politicamente.
Recebi salário de treinador oficial do clube por um mês e alguns dias, só.
Não tinha multa, não tinha nada.
Você gostaria de ter voltado a trabalhar com os juniores e não ser demitido?
Sinceramente, por tudo que fiz no Santos, gostaria que o clube tivesse adotado a postura do Palmeiras.
O que a diretoria fez com o Jorginho foi perfeita.
O preservou, ele está lá para ajudar o Muricy e ainda ganhando cancha para ser o treinador do Palmeiras um dia.
Eu acredito que merecia esse cuidado do Santos.
Quero lembrar que logo após a minha saída, as brigas continuaram.
O Fábio com o Ganso.
O Eller com o Neymar.
Enfim, o problema nunca fui eu, ou a minha falta de experiência.
Existem situações que não são do treinador.
Mas, cabe à diretoria.
Como é que está a sua vida?
Já estive perto de trabalhar no Figueirense e no Fortaleza.
O conceito que eu tenho com as pessoas que conhecem futebol é muito bom.
Sabem que eu aprimorei jogadores como Robinho, Diego, Neymar, Ganso e muitos outros.
Eu tenho um bom olho para revelações, graças a Deus.
O Santos desperdiçou atletas como o Ilsinho, Eder Luís, Marcelo Mattos.
Todos jovens atletas que eu indiquei, estavam nas nossas mãos, mas o clube não acreditou e não quis investir.
Não tenho um inimigo no futebol.
Mas, vou ser sincero.
Já percebi como a coisa funciona.
Sem empresário, não dá para trabalhar.
Os clubes estão ligados a empresários.
Não dá para esconder.
Eu sei que tenho potencial e vou trabalhar.
Se for preciso, vou procurar um empresário sério.
Mas, não vou me corromper para trabalhar.
Só estou esperando uma chance para mostrar o meu potencial.
E ela vai aparecer...
Por Cosme Rímoli às 01h03

Robinho.
Antes mesmo de se profissionalizar, Pelé o apontava como grande jogador.
E era mesmo.
Os dribles, desconcertantes no futebol de salão.
As pernas finas assustaram Leão.
Sem o ver jogar, o treinador ironizou aquele junior mirrado.
Mas, depois, não teve como não se render a ele.
Quem o colocou primeiro como profissional foi Celso Roth, justiça seja feita.
As oito pedaladas que desmoralizaram Rogério, consagraram de vez Robinho.
Logo virou jogador de 50 milhões de dólares.
O vexame no pré-olímpico do Paraguai.
Seu maior feito na competição foi tirar o calção de Diego em uma fotografia histórica.
Retratou a bagunça, a falta de concentração do selecionado de Ricardo Gomes.
Teve a mãe sequestrada.
Zarpou para o Real Madrid.
Dizia que estava indo para se transformar no melhor do mundo.
A partir daí, algo desinteressante aconteceu.
Desinteressante é o termo.
Robinho se tornou desinteressante.
Não é um líder onde passa.
Costuma pensar apenas em si.
Inúmeros atacantes importantes não gostam de jogar com ele.
Robinho prefere a tentativa de um drible a mais do que passar para um companheiro livre.
Quanto mais fraco o adversário, mais firula ele faz.
Contra times ou seleções fortes, costuma se intimidar, ser previsível.
Mas, nos noites de folgas da Seleção Brasileira, Robinho puxa a fila para as baladas.
Sempre foi assim.
A troca do Real Madrid pelo Manchester City foi tão confusa e cheia de ressentimento que Vagner Ribeiro foi destituído.
E o empresário Vagner Ribeiro é conhecido por dar nó em pingo de água.
Se engana quem pensa que Robinho foi para o City enganado.
Por uma vilania de Ribeiro.
Pelo contrário, o empresário queria que ele recebesse menos, mas fosse ao Chelsea.
Por causa dessa transação o conceituado jornal francês L'Equipe rotulou Robinho.
De o jogador mais mercenário do mundo.
Um título que ninguém gostaria de ter.
Mas, Robinho não se preocupa.
Sabe que é homem de confiança de Dunga.
E vai continuar ganhando seis milhões de euros por ano, cerca de R$ 15,7 milhões.
Fora prêmios.
Não será matéria de nenhum jornal ou blog que incomodará um talento que perdeu a inocência.
Robinho não é espontâneo nem quando dá bom dia.
Por trás do sorriso de menino existe um ego gigantesco.
Afasta companheiros de time.
Mas ele não perde o sono por isso.
O que importa para ele são os salários astronômicos que recebe.
E...os bilhões de espelhos espalhados pelo mundo...
Por Cosme Rímoli às 21h12

No futebol, o que muitas pessoas falaram ontem, não vale hoje.
Foi exatamente o caso de Vágner Mancini.
Os dirigentes da Portuguesa juraram que, na noite de quarta-feira, deixaram tudo acertado com o treinador.
Por R$ 160 mil mensais, ele seria o treinador do time por um ano.
Tudo certo.
Ele havia pedido a demissão do preparador físico Flávio Trevisan.
A diretoria da Portuguesa relutava em aceitar a exigência.
E Mancini falou de manhã que chegaria para uma reunião na hora do almoço.
Não apareceu.
E à tarde, telefonou dizendo que não queria se sentir culpado pela demissão de Trevisan e recusava o cargo.
Os dirigentes da Portuguesa foram avisados no almoço que isso iria acontecer.
Empresários ficaram sabendo que os alvos de Mancini são o Coritiba e o Cruzeiro.
O presidente Manuel da Lupa se sentiu traído.
Seus assessores juram que Mancini nunca trabalhará na Portuguesa.
E os dirigentes voltam a procurar um treinador.
Há um sonho no Canidé.
Carlos Alberto Parreira.
Mancini?
Não se pode tocar neste nome na Portuguesa...
Por Cosme Rímoli às 18h48

Seis vitórias seguidas.
Segundo colocado na classificação geral do Brasileiro.
Treinador pedindo R$ 1 milhão de luvas e R$ 400 mil para assumir o Santos.
Hélio dos Anjos foi consultado pela diretoria de Marcelo Teixeira antes de Luxemburgo acertar.
Pediu caro porque não queria deixar o Goiás.
O clube ganhou a corrida de Palmeiras, Santos, São Paulo, Inter e fecha com Fernandão.
O atacante desfilou em carro aberto e foi apresentado ontem antes da partida contra o Flamengo.
Chegou em um helicóptero no meio do gramado.
Coisa de novo rico.
O que acontece com o Goiás?
O que explica essa campanha?
O planejamento.
A diretoria apostou na infraestrutura e tem um centro de treinamento dos mais modernos.
Bancou a mescla de jovens jogadores promissores com atletas vividos, experientes.
A diretoria recusou quatro propostas para vender Júlio César.
O veterano Iarley garante que nunca foi tão feliz e recebeu em dia.
O Goiás se estruturou para ser a surpresa do ano no Brasileiro.
A meta, desde o início, foi chegar à Libertadores.
Ninguém acreditava quando Hélio dos Anjos dizia.
Os dirigentes fizeram um pacto com o técnico de tentar não vender ninguém na janela.
Basta manter o mesmo time que todos acreditam alcançar a Libertadores.
Ou até no algo mais, no título brasileiro.
"Nossa equipe é ofensiva e não leva em conta jogar no campo do adversário.
E aqui, no Serra Dourada, é triste ganhar da gente", resume, empolgado, Hélio dos Anjos.
O clube perdeu a tradicional humildade e já aposta forte na possibilidade de ser campeão do País, pela primeira vez.
Para isso, em vez de vender, o clube deve até contratar.
Fernandão foi um presente inesperado a Hélio dos Anjos.
Mas ele quer ainda um meia e outro atacante.
Depois de uma análise a fundo nos outros times, Hélio disse que seus atletas podem sonhar com o inesperado.
Sonhar em se campeão.
E não é que ele tem razão?
Por Cosme Rímoli às 10h50

Vagner Mancini acaba de sair de Jundiaí.
Seu destino: Canindé.
O treinador já deixou tudo apalavrado.
Está chegando para fechar contrato por um ano.
Ele foi a sexta opção da Portuguesa, depois da demissão de Bonamigo.
A primeira foi Sérgio Guedes.
Dirigentes telefonaram, apressados, perguntando se havia mesmo assinado contrato com o Bahia.
Tinha.
Depois, Vadão, que está ressuscitando o Guarani.
Outro não.
Aí, pensaram em Jorginho, do Palmeiras.
Convite, dinheiro alto.
Resposta? Não.
Consulta a Mauro Fernandes, que faz ótimo trabalho no Atlético Goianiense.
Ele não quis trocar de clube.
Depois pensaram em Leão.
Não chegaram nem a fazer proposta.
Analisaram os últimos trabalhos e acharam que seria apenas o trabalho de contratar,dispensar e pagar multa.
Aí, a aposta em Mancini.
As indicações foram um tanto confusas.
Ele chega na Portuguesa com a fama de ótimo estrategista e nem tão disciplinador.
Mancini quer trabalhar com seu preparador físico.
A diretoria da Portuguesa ainda espera por Athirson, do Cruzeiro.
E Bonamigo caiu por grande parte dos dirigentes não concordarem com suas substituições.
Por Cosme Rímoli às 09h49
Os clubes brasileiros, de forma geral, estão enfrentando grandes dificuldades financeiras.
Se apegam a parceiros.
Vendem jogadores que não queriam.
Vendem as camisas.
Vendem a alma.
Tudo para sobreviverem.
Os clubes são entidades privadas.
A prioridade do dinheiro público nunca foi ajudar entidades privadas, ainda mais clubes de futebol.
Na teoria.
O Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico Social foi criado em 1952.
Ele serve para quê?
A definição está no próprio site do banco.
"Desde a sua fundação, em 1952, o BNDES se destaca no apoio à agricultura, indústria, infraestrutura e comércio e serviços.
Oferecendo condições especiais para micro, pequenas e médias empresas.
O Banco também vem implementando linhas de investimentos sociais, direcionados para a educação e saúde, agricultura familiar, saneamento básico e transporte urbano.
O apoio do BNDES se dá por meio de financiamentos a projetos de investimentos, aquisição de equipamentos e exportação de bens e serviços."
A reconstrução do Morumbi para sediar a abertura da Copa do Mundo de 2014 está orçada em R$ 300 milhões.
A diretoria do São Paulo enfrenta grandes dificuldades para conseguir patrocinadores.
A desculpa é a crise.
A saída que os dirigentes decidiram é buscar o dinheiro emprestado ao BNDES.
O presidente Lula teria até já sido consultado.
A situação é legal.
Porém, será que não é imoral?
O Brasil tem imensos problemas sociais e ajudar um já milionário clube de futebol não deveria ser prioridade.
Mas, os políticos estão se mexendo por todo o País.
Candidatos à presidência da República e seus inúmeros assessores se preparam para esse processo.
Todos querem correr atrás do seu quinhão.
Os números são astronômicos.
Vão de R$ 40 a mais de R$ 100 bilhões.
A Folha faz ótima matéria mostrando que a Copa do Mundo no Brasil pode ser bancada pelo dinheiro público.
De nada adiantaram as promessas do presidente da CBF, Ricardo Teixeira, de que seria a iniciativa privada quem bancaria a Copa.
Assim como foi no Panamericano no Rio, o dinheiro público salvou a competição.
Não há nada de surpreendente.
Mas, é triste ver um clube tão tradicional, cujos dirigentes juram ser modernos, dar o primeiro movimento em direção ao dinheiro público.
E, se o São Paulo pode, todos os clube podem.
E as prefeituras, os estados que reformarão ou construirão seus estádios.
A gastança vai começar.
Alguém duvidava?
Por Cosme Rímoli às 12h06

A atriz Eva Longoria quer ser a embaixatriz do Barcelona nos Estados Unidos.
A direção do clube catalão vê com ótimos olhos, essa possibilidade.
Longoria, conhecida pela série Desperate Housewives, tem origem mexicana.
É casada com o jogador da NBA, Tony Parker.
Ele é muito amigo de Henry.
Está explicada a proximidade.
Perguntas fora de hora.
Qual seria a embaixatriz ideal para o seu clube fora do Brasil?
E qual mulher você gostaria de ver empunhando a bandeira do seu clube rival?
Por Cosme Rímoli às 10h16
Depois das derrotas nas decisões da Copa do Brasil.
E da Recopa, Tite pode tirar do fundo da garganta o grito: "Sou campeão".
O Internacional acabou de ganhar a Copa Suruga no Japão.
Foi um sufoco: 2 a 1.
A competição tem o vencedor da Recopa de 2008 contra o vencedor da Liga Japonesa.
O Inter venceu o Oita Trinita, em uma partida emocionante, por 2 a 1.
A vitória fará a torcida pintar mais um título internacional nas bandeiras que levam ao Beira Rio.
Porém, mais do que isso, dará fôlego a Tite.
Ele precisava voltar a vencer.
Desde a conquista do Gaúcho, seu trabalho é contestado.
Inclusive por dirigentes do próprio Internacional.
A diretoria está oferecendo reforços importantes.
Edu, ex-Bétis, e Cléber Santana, ex-Santos, estão bem próximos de serem anunciados.
Bem mais do que os R$ 360 mil que rendeu a Copa Suruga, vale ao Inter mais projeção internacional.
Tite poderá caprichar ainda mais nas coletivas repletas de frases feitas e vazias.
Talvez o treinador fale tanto que acabe fazendo as pessoas esquecerem de um detalhe.
Que nem deveria ser citado.
O Oita Trinita é disparado o último colocado do Campeonato Japonês.
Tem sete pontos.
Nos 19 jogos que disputou, venceu duas vezes e empatou uma.
Perdeu 16 partidas.
Marcou 13 gols.
E sofreu 33.
Parabéns, Tite...
Por Cosme Rímoli às 09h44

Há uma grande participação de Muricy Ramalho na tomada de postura do Palmeiras.
A decisão de tentar segurar de todas as maneiras Pierre, Cleiton Xavier e Diego Souza, nasceu de uma conversa direta do técnico.
Fiel ao seu estilo, ele disse direto ao presidente Belluzzo.
O maior reforço que o Palmeiras pode ter para tentar ganhar o Brasileiro é segurar esses três.
Assim, direto.
Não falou em valorização, em marketing, em Seleção Brasileira, em patrocinador, em mais valia.
Não foi manager.
Foi técnico de futebol, só.
O economista Belluzzo analisou quanto ficaria para o Palmeiras, se Pierre fosse embora.
Apenas R$ 4 milhões.
Com esse dinheiro, não há como ter um jogador a altura.
Pierre desejava um aumento desde o ano passado.
Ele via vários jogadores chegando ao clube recebendo bem mais do que os seus R$ 70 mil.
Belluzzo calculou: mais R$ 250 mil até dezembro, diluídos em cinco parcelas de R$ 50 mil, ótimo negócio.
O presidente da Traffic, Jota Hawilla, também conversou com Belluzzo.
A patrocinadora tem 50% de Pierre.
E aceitou esperar até dezembro para negociar o volante.
Tentará fazer o mesmo com Diego Souza e Cleiton Xavier. Tentará.
O investimento valerá se vier o título do Brasileiro.
Ou até a confirmação da Libertadores.
A simplicidade de Muricy foi a condutora desse acordo.
Por Cosme Rímoli às 09h07

Branco está de volta ao Fluminense.
Assim como Valdir Espinosa.
Os dois devem ser escudeiros de Renado Gaúcho.
O que os três têm em comum?
Conversa, conversa e mais conversa.
O estilo amigo de Branco e de Valdir Espinosa completa apenas o que Renato Gaúcho pensa.
O treinador acredita que o Fluminense tem um bom elenco.
O problema está em despertar a confiança nos jogadores.
Valdir Espinosa aposta que usar o seu dom para contar histórias engraçadas será fundamental.
Ele acredita que, descontraído, os jogadores poderão tirar o time do último lugar do Brasileiro.
Já Branco oferece o ombro e o bolso amigo.
Como dirigente, acredita que apoio e uma ótima premiação fazem milagres.
O grande problema do Fluminense não está no elenco fraco.
Jogadores importantes do clube, quando veio jogar no Palestra Itália, deixaram escapar a amigos no Palmeiras.
Os jogadores da patrocinadora recebem em dia.
Aqueles que são do clube já sofrem com os atrasos.
Essa é uma velha prática inexplicável que domina o Fluminense.
E racha os times em dois.
Branco está tentando convencer os dirigentes a pagar todos os jogadores ao mesmo tempo.
Só que o clube enfrenta dívidas, é deficitário.
A Unimed, pelo contrário, está bem das pernas.
Sem ter do que reclamar com o baixo nível da saúde pública brasileira.
Branco já viveu essa situação e está tentando acabar com esse racha.
Mas só conseguirá se tiver dinheiro.
O grupo inteiro sabe que Fred não ficou um dia esperando seu salário cair na conta.
Muitas vezes chegou até antes.
Se os dirigentes da Unimed e do Fluminense não perderem a vaidade e tratarem todos de forma igual, o rebaixamento é certo.
E não adiantará contratar ex-boleiros, contadores de história, campeões mundiais do passado.
O problema é velho e precisa de coragem.
Acabar com o apartheid das Laranjeiras.
Os brancos não estão de um lado e os negros de outro.
No Fluminense, a divisão está no calendário.
No dia do pagamento
Há os que sorriem.
E os que morrem de inveja.
Isso não dá certo em nenhum lugar do mundo.
Talvez seja essa a explicação para a estranho fascínio pelo rebaixamento nas Laranjeiras.
Por Cosme Rímoli às 19h55

Muricy confidenciou a jornalistas gaúchos : todos os anos tentou Fernandão.
"E, agora no Palmeiras, não será diferente", disse à rádio.
Quando soube que o atacante acertou com o Goiás, a curiosidade de Muricy foi aguçada.
A dele e dos dirigentes do São Paulo.
E do técnico do Santos, Vanderlei Luxemburgo.
Goiás? Essa foi a pergunta que todos fizeram ao mesmo tempo.
Doeu no orgulho dos três clubes paulistas.
Não por desprezo ao clube do Planalto Central, mas por acreditaram que a disputa ficaria entre eles.
No máximo, no máximo, perderiam para o Internacional.
Mas, conversando com empresários e com pessoas que conhecem Fernandão há anos, o mistério foi desfeito.
Primeiro: Fernandão queria o Internacional.
O Inter não quis o atacante.
Trocando e-mails com o vice Fernando Carvalho, o jogador demonstrou toda a sua vontade de retornar à Porto Alegre.
Desde o dia 22 de julho, houve a corte.
Só que Carvalho, o mesmo dirigente que foi até à enorme fazenda de Fernandão em Goías, e o fez desistir de ir ao Flamengo, não queria de volta o atacante.
Inteligente, Fernando Carvalho não quis perder o amigo.
Trocaram e-mails, mas nunca houve uma proposta concreta, firme.
O motivo.
Fernandão já não estava jogando tão bem quando saiu do Inter.
E, mais do que isso, se sentia dono do clube.
Ele, Iarley e Clemer se consagraram com o título mundial, mas se sentiram intocáveis.
O trio é apontado, entre outros feitos, como responsável por tirar o técnico Gallo do Inter.
A situação ficou insustentável.
Tanto que a diretoria estimulou a saída de Fernandão para o Oriente e Iarley para o Goiás.
Clemer se transformou em mero reserva.
Quando o Al Gharafa ficou devendo parte das premiações, Fernandão propôs a rescisão do contrato.
E volta do Catar.
Tinha certeza que seria bem recebido pelo Inter.
Não foi.
Aí, se voltou ao outro clube onde se sente em casa.
Que não terá tanta cobrança na readaptação.
E reencontrará o parceiro Iarley.
Fernandão não tem crédito no Palmeiras, no São Paulo, no Santos.
Sua opção foi por tranquilidade e não por dinheiro.
Ele terá prazer e poderá até se divertir no Goiás.
As propostas dos clubes paulistas eram maiores do que a do clube do Planalto Central.
Só que, para Fernandão, dinheiro é a última coisa em que está pensando.
Vai jogar em um dos clubes que ama, comandar o grupo com Iarley e, visitar sua fazenda.
Curar sua ferida pelo desprezo do Inter.
E não ter nenhum pingo de remorso por não levar em consideração as propostas de Palmeiras, São Paulo e Santos...
Por Cosme Rímoli às 18h12
Descontentamento no final de semana na TV Globo paulista.
Motivo?
A partida entre São Paulo e Vitória.
A audiência da partida foi mais do que decepcionante.
Apenas 17 pontos.
A Band também não teve o que comemorar.
O jogo atingiu apenas 5,2 pontos.
Não há o que fazer.
As emissoras são obrigadas a seguir um rodízio.
Mostrar Corinthians, Palmeiras, São Paulo e Santos.
Os executivos das emissoras adorariam mostrar apenas partidas do Flamengo para o Rio e Corinthians e Palmeiras para São Paulo.
Atualmente os jogos de Corinthians e Flamengo já são mais mostrados.
Mas não tanto quanto os executivos da tevê gostariam.
Só que o acordo com o Clube dos 13 não permite.
Mas, o baixo índice da partida do São Paulo afetou boa parte da audiência do restante do domigo.
A cúpula global estuda uma saída para o futuro.
Esse rodízio está sendo absolutamente prejudicial à emissora.
Há quem sugira uma compensação financeira.
O dinheiro iria para as diretorias de São Paulo e Santos.
Os dirigentes, em compensação, permitiriam que mais jogos do Corinthians e Palmeiras fossem mostrados.
O que ninguém se conforma na Globo é com a audiência de apenas 17 pontos em um domingo.
Na, cada vez mais selvagem, guerra por telespectadores, alguma providência será tomada.
O rodízio na transmissão dos jogos dos clubes paulistas é o alvo.
Por Cosme Rímoli às 02h18
Um enorme absurdo está perto de acontecer.
Imoral, indecente.
Mas, legal.
Diego Souza se envolveu naquela tosca agressão ao zagueiro Domingos, do Santos.
Era a semifinal do Campeonato Paulista.
O meia se desentendeu com o zagueiro santista.
Foi expulso.
E não satisfeito, fez questão de dar uma rasteira no adversário, que não se defendeu.
Diego Souza foi julgado e tomou oito partidas de suspensão.
E para ser cumpridas no Paulista de 2010
O departamento jurídico do Palmeiras considerou uma vitória.
Só não comemorou para não pegar mal.
Diego Souza poderia ser suspenso por meses e ficar fora boa parte do Brasileiro.
Mas, conseguiu uma pena mais do que branda.
Só que o Palmeiras quer mais.
O departamento jurídico estuda inscrever Diego Souza no Palmeiras B.
E livrá-lo da suspensão.
Ele cumpriria os oito jogos na Copa Paulista, que já está sendo disputada.
Enquanto isso, Diego Souza disputaria normalmente o Brasileiro da Série A.
Os oito jogos em que ficaria de fora na Copa Paulista, seriam uma punição tão falsa quanto uma nota de três reais.
Absurdo jurídico.
Hipocrisia.
Chame do que quiser.
A idéia vazou e está havendo revolta na própria FPF, onde o Palmeiras é muito bem representado.
Até no suntuoso prédio da Barra Funda, onde o presidente Marco Polo del Nero almoça todos os dias, a idéia foi vista com revolta.
A brilhante idéia, de algum advogado querendo impressionar Belluzzo, saiu pela culatra.
A pressão enorme é que Diego Souza cumpra, de qualquer maneira, os oito jogos no Paulista de 2010.
Assim funcionam os bastidores jurídicos brasileiros...
Por Cosme Rímoli às 01h51

Muito interessante a entrevista do presidente Andres Sanches.
Ela foi publicada pelo jornal Marca, da Espanha.
Dirigentes e políticos brasileiros adoram dar entrevistas para jornalistas estrangeiros.
E costumam dar informações que escondem dos repórteres tupiniquins.
Foi o que aconteceu com Andres.
Disse, pela primeira vez, que já está apalavrado com Lucas do Liverpool.
Que sabe muito bem que uma empresa busca Riquelme para colocá-lo no Parque São Jorge.
Falou orgulhoso da sua origem espanhola e, por isso, trará ao Brasil o Barcelona ou o Real Madrid para comemorar o centenário do clube, em 2010.
Garantiu que, por causa de Ronaldo, a média dos ingressos custará 20 euros, ou seja: R$ 53,00.
Avisou que todos os meses em 2010 haverá espetáculos, shows, para festejar o centenário.
E arrecadar dinheiro.
De novo, ele levantou o tema de um estádio próprio.
E que tem a certeza de que Ronaldo encerrará a carreira no clube e, depois, será embaixador do Corinthians pelo mundo...
Andres Sanches mandou seus assessores, no Parque São Jorge, não darem detalhes da sua viagem para a Europa.
Não precisa.
Basta um jornalista estrangeiro pedir uma entrevista...
Por Cosme Rímoli às 18h49
Simplória a explicação de Dagoberto para o seu bom futebol atual.
Disse que não rendia, com Muricy, porque o ataque vivia de bolas aéreas.
E, como é muito baixo, tinha dificuldades.
O estranho é que houve inúmeras conversas entre os dois no São Paulo.
E o assunto não foi abordado de forma direta.
No ano passado, Dagoberto marcou sete gols, 7, no ano todo.
Estamos em agosto e ele já marcou os mesmos sete, 7, gols.
Na verdade, o que faltava a Dagoberto era confiança.
Desde que chegou do Atlético Paranaense, ele acreditou que seria uma grande estrela no Morumbi.
E com direito a tratamento vip.
Afinal, só faltou a luta física entre as diretorias do Atlético Paranaense e o São Paulo.
Mas esse tratamento especial lhe foi negado.
Foi mais um jogador no elenco com Muricy.
Tanto que não houve perdão quando começou a não render.
Muito pelo contrário.
Foi logo para o banco de reservas.
Estava claro que Muricy não conseguia encaixar o jogador no seu esquema.
Não era um meia, não era um jogador de definição.
O ex-treinador são-paulino perdia a voz com a mania de prender bola e forçar dribles de Dagoberto.
O resultado foi ruim para os dois lados.
Dagoberto não foi nem sombra do jogador que chamou a atenção de todos no Atlético Paranaense.
E Muricy não conseguiu aproveitar as qualidades técnicas do jogador.
A fórmula mágica de Ricardo Gomes é simples.
Dagoberto passou a ter o direito de errar.
Sabe que é titular absoluta, independente do que acontecer.
Ele tem liberdade total a partir da intermediária adversária.
Seu futebol está voltando a ter momentos envolventes, animadores.
Não é por acaso que os gols estão voltando.
O jogador também cansou de fazer biquinho com Washington e Borges.
Está mais humilde.
Tudo isso que está acontecendo é ótimo para o São Paulo.
O time estava precisando de um jogador como Dagoberto.
Já o possuía.
Mas ele estava quase adormecido, inerte, vendo teipes da sua carreira com a camisa do Atlético Paranaense.
Lembrando quando era apontado como uma das maiores revelações do futebol brasileiro.
Quando sonhava com a Seleção.
Parece que acordou.
Os dirigentes do São Paulo podem parar de oferecê-lo a clubes do Leste Europeu.
Pelo menos, por enquanto...
Por Cosme Rímoli às 17h14

Marta.
Melhor jogadora de futebol do mundo.
Apaixonada pelo Corinthians.
Fechou contrato com o Santos por três meses.
Vai disputar a primeira Libertadores da América.
Se aproveitará do fato de o Los Angeles Sol estar de recesso, por causa do inverno norte-americano.
Marta receberá R$ 150 mil por mês.
O dinheiro deverá vir de patrocinadores.
Várias 'Sereias da Vila', como são chamadas as jogadoras do Santos, recebem menos de R$ 2 mil.
A camisa 10 será entregue à Marta por Pelé.
A ótima relação entre Santos e a Conmebol fez com que a decisão do torneio fosse marcada para a Vila.
Perguntas da segunda-feira.
O futebol feminino no Brasil mudará se o Santos for campeão da Libertadores?
Mulheres jogando profissionalmente interessam ao brasileiro?
É justo a final da Libertadores estar marcada para a Vila Belmiro?
As meninas santistas jogarão para Marta se consagrar?
Por Cosme Rímoli às 12h32

Como previsto, a assessoria de imprensa de Léo Moura agiu rápido.
Às 11h37, de hoje, ele já estava na tevê pedindo desculpas à torcida do Flamengo.
Disse que seus palavrões foram para 'meia dúzia de pessoas que o estavam perseguindo'.
Jurou ser flamenguista desde os nove anos.
E que, na vontade de desabafar, se esqueceu das crianças e famílias que acompanharam os palavrões.
Foi além, pediu apoio total agora e não quando o Flamengo estiver na zona do rebaixamento.
O pedido de desculpas foi longe de ser humilde, como sonhavam seus assessores de imprensa.
Perguntado sobre a má fase que vive como jogador, disse estar em uma 'crescente'.
Léo Moura só ficou realmente assustando quando ouviu que o nome Paulo Schmidt.
O procurador pedirá punição de até 10 jogos por ir contra a moral desportiva.
Moral...
O tom de voz do lateral mudou e pediu que tudo fosse analisado com calma.
A dúvida fica em relação à postura dos dirigentes do Flamengo.
Terão coragem de punir o jogador?
O time precisa do futebol de Léo Moura.
E agora?
Quem se julgar imprescindível ao time poderá xingar os torcedores ao ser cobrado?
Todos irão acompanhar de braços cruzados Léo tentar cumprir a sua palavra?
A que deu após o jogo.
A que 'todos que me vaiaram, vão me aplaudir'.
Enquanto isso, todos farão de conta que nada aconteceu?
Isso é amor ao Flamengo?
Se for, é bom o Ministério Público classificar as partidas do time como proibidas para menores de 18 anos.
Aí, sim.
Os jogadores poderão xingar seus torcedores à vontade.
E de frente para as câmeras...
Por Cosme Rímoli às 12h08

Pode um jogador humilhar a maior torcida do Brasil?
Humilhar, não.
Ultrajá-la.
Usar os termos mais pesados, chulos possíveis.
Em pleno Maracanã, Léo Moura comprou uma briga inacreditável.
Ao marcar o gol de empate contra o Náutico, ele se esqueceu do profissionalismo.
Da forma mais chocante possível.
Na hora de comemorar o gol, olhou para os torcedores que o xingaram durante boa parte da partida.
"Vai tomar no...
Cambada de f.d.p.
Vão se f..."
As câmeras pegaram cada articulação da sua boca.
A raiva expressa no olhar.
Depois do jogo, ele deveria estar mais calmo.
E pedir desculpas.
Mas, conseguiu ainda ser pior.
Foi prepotente.
"Quem me vaiou teve de me aplaudir.
O que falei foi só um desabafo.
O gol foi para a minha família, que sempre me apoiou."
Há um ano sonhava com uma convocação para a Seleção Brasileira.
Com uma transação milionária ao Exterior.
Estava noivo, iria casar.
Nada disso aconteceu.
Seu futebol caiu, passou a ser irregular.
Perdeu a confiança irrestrita da torcida flamenguista.
Mas, xingar os torcedores é algo inaceitável.
Para um experiente jogador profissional.
Os dirigentes flamenguistas estão espantados, constrangidos.
Não sabem que atitude tomar.
Léo Moura tem assessoria de imprensa.
A única salvação para a relação é um verdadeiro pedido de desculpas, declaração de amor eterno, essas coisas.
Porém, o vaso Ming está trincado.
A sensação de fim de amor é óbvia.
Se houver qualquer proposta, Léo Moura não terá pela frente a torcida do Flamengo.
E aí, sim, ele dará saberá o que tinha.
Muita gente só valoriza o que tem depois que perde.
E a torcida do Flamengo é uma das maiores maravilhas do futebol mundial.
É a 'magnética'.
Já ganhou títulos impossíveis, jogando sozinha.
Carregando atletas como Léo Moura nos ombros.
Precisa ser respeitada, entendida.
Nunca ultrajada...
Por Cosme Rímoli às 23h32
Futebol é business.
Renda de Corinthians e Avaí: R$ 433. 259,00.
Futebol é business.
Público: 13.686 pagantes.
Futebol é business.
"Nosso time estava bem armado e jogando para a frente.
Saíram três peças importantes e temos de começar tudo de novo." Elias.
Futebol é business.
"Todo mundo sabe que com as vendas dos atletas precisamos de reforços.
E eles precisam se entrosar. Não é só contratar." Felipe.
Futebol é business.
"O Corinthians passou a ser menos interessante.
O futebol que estamos apresentando é pior do que estávamos mostrando antes." Mano Menezes.
Futebol é business.
O Corinthians deixou o gramado sob vaias dos fiéis torcedores.
Futebol é business.
"Não falamos em Riquelme internamente no Corinthians.
Não acredito que uma pessoa, quando está para fazer uma contratação, avise que fará sondagens.
Isso cheira informação para aparecer no noticiário.
Por respeito, não vamos vender uma ilusão ao torcedor do Corinthians." Mano Menezes.
Futebol é business.
"Perdemos três peças de criação.
Cristian, André Santos e o Douglas.
Esse jogo de chuveirinho na área não é o nosso." Elias.
Futebol é business.
"Se eu vou sair?
Tem de perguntar para a diretoria." Felipe.
Futebol é business.
"Até o dia 31 deste mês, muita coisa pode acontecer." Elias.
"Futebol é paixão, amor e também negócio.
Futebol vive de dinheiro." Mário Gobbi, diretor de futebol do Corinthians, explicando o desmanche do clube campeão paulista e da Copa do Brasil.
Futebol é business.
O presidente Andres Sanches está na Europa.
Ninguém sabe se ele voltará com uma contratação.
Ou venderá mais um jogador do Corinthians...
Futebol é amor ao clube em primeiro lugar.
Por Cosme Rímoli às 22h13

A reação de Ricardo Gomes.
Protegido do vice-presidente de futebol, Carlos Augusto Barros e Silva, o treinador chegou ao Morumbi.
Ele foi contratado antes de Muricy Ramalho saber da sua demissão.
Havia até o plano de demitir Muricy por uma porta e apresentar Ricardo saindo da outra.
Mais um golpe do marketing do São Paulo.
Não deu certo porque vazou a informação da demissão de Muricy.
Ricardo Gomes tem como maior triunfo na sua carreira no país a conquista da Copa Nordeste com o Vitória.
Excelente jogador, mas um treinador de currículo fraco.
Ainda mais para assumir o tricampeão brasileiro.
Demonstrando insegurança diante das cobranças e questionamentos da imprensa, Gomes só piorava as coisas.
Teve várias conversas, foi aconselhado pelo preparador físico Carlinhos Neves e o auxiliar Milton Cruz.
Era hora de peitar jornalistas e jogadores.
A voz de Ricardo Gomes começou a engrossar.
Lembrava a de um barítono na ópera tricolor.
Está tentando virar um baixo.
Suas cordas vocais ganharam peso na improvável seqüência que teve pela frente.
Empatou com o Inter fora de casa, venceu o Barueri, também fora.
Depois, derrotou o Grêmio no Morumbi e hoje, acabou com a banca do Vitória, em Salvador.
Seu time marcou forte e teve objetividade no ataque.
O São Paulo começa a demonstrar sinais de confiança.
Já são três vitórias seguidas.
O time já é o oitavo colocado.
O São Paulo está marcando forte e atacando com alegria.
Jogadores dados como desinteressados, começaram a ralar, correr como quando surgiram no São Paulo.
Ricardo Gomes conseguiu arrastar para o seu vestibular, vários atletas.
Entre eles, Dagoberto e Hugo.
Os convenceu que ainda dava tempo de salvar suas carreiras no Morumbi.
E está dando mais do que certo.
A reação veio quando pouca gente acreditava.
O time está a dez pontos do líder Palmeiras.
Ainda há muito tempo para o clube sonhar com o tetracampeonato brasileiro.
E Ricardo Gomes ser ouvido com respeito, com o orgulho reservado aos grandes tenores.
Por enquanto ainda é cedo.
Mas, está reagindo até melhor que a própria diretoria do São Paulo esperava.
Para alívio especial do vice Carlos Augusto Barros e Silva.
O Leco...
Por Cosme Rímoli às 20h03

11 jogos sem uma mísera vitória.
Última colocação absoluta no Campeonato Brasileiro.
Não adiantou o bastão passar de Carlos Alberto Parreira para Renato Gaúcho.
O Fluminense de Fred é a maior decepção do País.
De Fred, não.
Além de não estar justificando a sua caríssima contratação em campo, o atacante está contundido.
A derrota para hoje foi para o Atlético Paranaense.
Uma time, como definiu o novo treinador, Antônio Lopes, não é nenhuma Brastemp.
Longe disso.
O tradicional tricolor carioca está vendo velhas almas penadas conhecidas.
Rebaixamento não é novidade para o clube que suportou até a Terceira Divisão.
No campo subiram da Terceira Divisão para a Segunda.
Daí, uma vergonhosa virada de mesa e a Série A.
A crise nas Laranjeiras beira o insuportável.
E atinge até quem a corajosa patrocinadora.
Já há um questionamento nacional se vale a pena a Unimed ter sua imagem atrelada ao Fluminense.
Há muita gente importante no plano de saúde que considera uma insanidade continuar no futebol.
E entre os conselheiros, há a vontade de buscar um patrocinador que não queira mandar no time.
O desgaste entre os dirigentes se reflete no jogadores.
A sensação de duplo comando tira o compromisso dos atletas.
Renato Gaúcho já acumula um empate e três derrotas.
Os jogadores estão inseguros.
Torcidas uniformizadas prometem pressionar a equipe.
Não há dinheiro para grandes contratações.
Pelo contrário.
Se houver a possibilidade de sair, gente pesada quer ir embora.
Só não vai assumir publicamente.
Fred é o primeiro da fila.
Ele voltou ao Brasil acreditando no projeto de 'supertime' para ganhar o Brasileiro, disputar a Libertadores.
E, lógico, recolocá-lo na Seleção Brasileira.
Ele já percebeu o clima no Fluminense.
Se o time não for rebaixado, já estará mais do que no lucro.
E não é só Fred que deseja sair.
O clube e a investidora não farão esforço para segurar ninguém.
Muito pelo contrário, até.
Ou seja, as perspectivas não são nada boas.
Essa é a radiografia do lanterna e desesperado Fluminense.
Por Cosme Rímoli às 19h15
Mario Gobbi.
Diretor de futebol do Corinthians.
Delegado de polícia.
Braço direito de Andres Sanches.
Tem aspirações políticas no clube.
Deseja ser presidente do Conselho Deliberativo.
Ou presidente do Corinthians.
Está no futebol para ganhar popularidade, ser conhecido no clube.
Ao aceitar o cargo disse abertamente não entender de futebol.
Era um dos conselheiros mais participantes, mais alegres do Corinthians.
Cantava para entreter amigos.
Mas o cargo o mudou.
Deixou de aparecer no Parque São Jorge.
Não queria explicar contratações, falar sobre derrotas, vitórias do time.
Se fechou com Mano Menezes.
Nas viagens em que pode se ausentar do cargo de delegado, Gobbi passa muito tempo conversando com o técnico corintiano.
Gobbi acredita que Mano é o melhor treinador não só do Brasil, mas do planeta.
Ele não aceita nenhum questionamento, nenhuma crítica à administração corintiana.
E diante do desmanche corintiano, fez questão de usar os veículos de comunicação para dizer que 'futebol é business'.
Jogadores teriam de ser vendidos.
Defendeu também o alto preço dos ingressos no Pacaembu, com a mesma alegação: business.
Gobbi se esqueceu que está lidando com a paixão.
Torcedores não têm limites.
Sentir que a equipe vitorioso está sendo desmontada sem maiores explicações, não faz sentidos.
A chance de, finalmente ganhar a Libertadores, que parecia estar tão perto, parece ter desaparecido.
Torcedores não são frios executivos de uma multinacional do Canadá.
Espalhar a possibilidade de contratar Riquelme não bastou, como muitos acreditavam, para acalmar os corintianos.
Eles já vinham xingando, ameaçando Gobbi há tempos.
O viam como a pessoa responsável pelo aumento do preço dos ingressos, pela saída dos jogadores, pelo conformismo.
No sábado, um deles, em pleno Parque São Jorge, jogou uma cadeira que acertou o rosto do dirigente.
Foi um triste, um imbecil aviso.
Essa pessoa tem de ser punida, presa.
Só que algo precisa ser compreendido por quem comanda clubes de massa no Brasil.
Futebol é muito mais do que business.
É a razão de viver de muita gente.
É talvez a única gota de autoestima que muitos brasileiros têm no seu dia-a-dia.
A covarde agressão tem de ser criticada.
O agressor, punido de maneira exemplar.
As coisas não se resolvem na força, na truculência.
Mas, Gobbi parecia estar certo quando, ao assumir o cargo, dizer que não entendia de futebol.
Ele não compreende o amor desenfreado, inconseqüente de um torcedor que ama as cores preta e branca.
Gobbi não sabe a força das palavras do diretor de futebol do Corinthians.
Precisa deixar de ser mero dirigente pensando no lucro.
Voltar a pensar e agir como um corintiano...
Por Cosme Rímoli às 14h24
Ex-jogadores funcionários dos clubes não são valorizados.
Muito pelo contrário.
Dirigentes brasileiros os contratam como se estivessem fazendo um favor.
Dando o retorno para o que fizeram nos gramados, quando ainda tinham vigor, juventude.
Grandes ídolos atuais não deverão passar pela humilhação de pedir emprego no futuro para sobreviver.
O motivo é simples: ganham bem demais atualmente.
Só se forem muito roubados nos seus investimentos.
Se houver desleixo total na administração dos seus bens.
Não pagar IPVA, IPTU, enfim, se achar acima do bem e do mal em todos os sentidos.
Se tiver uma vida normal, não há como ficar pobre.
Um grande exemplo é Edmundo.
Mesmo perdendo muito tempo na carreira com polêmicas, ele é milionário.
Tem terrenos, apartamentos, fazenda em Minas Gerais.
Mas ainda há vários jogadores da década de 80, onde não se ganhava tanto que precisam de um trabalho.
Andrade é um deles.
Um dos jogadores mais dignos a vestir a camisa do Flamengo.
De toque de bola refinado, dribles curtos e com uma visão de jogo impressionante, ele se firmou no time carioca.
Foi um dos responsáveis pelo brilho de Zico, Júnior, Nunes.
"Inteligentíssimo. Comprometido com o time.
Companheiro. Foi um excelente jogador em todos os sentidos.
Um irmão para todos que conviveram com ele.
E tem a alma de flamenguista."
O resumo de Andrade é de Zico.
O volante ganhou cinco vezes como jogador o Brasileiro.
Fora as conquistas do Mundial e da Libertadores.
Em vez de estátua, Andrade se contentou em treinar equipes da base do Flamengo.
Discreto, nunca chegou ao clube com carro importado zero.
Nunca teve dinheiro para esbanjar.
Pelo contrário, não escondia que trabalhava para sobreviver.
A diferença sempre esteve no amor que colocava em tudo que fazia na Gávea.
A sua personalidade simples.
Os agasalhos, em vez dos ternos.
A linguagem coloquial.
A figura simpática, alegre, bonachona.
Tudo conspirou para que não fosse levado a sério no Flamengo.
Culpa do mundo de aparência que vivemos.
Aos 52 anos, Andrade já tinha treinado o time principal flamenguista, em emergências, por três vezes.
Mas nunca ninguém o havia levado a sério.
Até agora.
A oportunidade surgiu depois que vários treinadores recusaram o Flamengo.
Treinadores sem a menor história no futebol.
Depois de inúmeros apelos dos jogadores.
E depois de a diretoria examinar com responsabilidade as depauperadas contas do clube.
O sorriso franco de Andrade se abriu ao ser noticiado que estava efetivado.
Sorriu porque sentiu que, pela primeira vez, se sentiu enxergado no Flamengo.
Alguém parou para pensar em tudo o que ele sabia de futebol.
E observou os treinamentos que dava aos jogadores.
Dirigentes finalmente conseguiram ver que ele está longe de ser mais um aproveitador do rubro negro.
Andrade representa um trabalhador dedicado.
Simples, sem neuroligüística, ternos Armani ou telefones de presidentes de outros clubes para pedir emprego.
Sua vida vitoriosa como jogador e sua personalidade conciliatória já lhe credenciavam a treinar o Flamengo.
O toque final que mais do que justifica a aposta está no amor.
Na paixão verdadeira pelo rubro negro da Gávea.
Andrade está onde sonhou, onde merece...
O Flamengo, sua atrapalhada diretoria e seus jogadores mimados e milionários como Adriano, que façam por merecer Andrade...
Por Cosme Rímoli às 13h23
Trabalhou, com orgulho, por 22 anos no Jornal da Tarde.Cobriu as últimas quatro Copas do Mundo, cinco Eliminatórias para a Copa, quatro Copas América e dezenas de finais entre Libertadores, Brasileiros e Campeonatos Paulistas.
Cosme Rímoli aborda os bastidores do futebol, entrevista personagens significativos e analisa o que ocorre dentro e fora dos gramados.